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Charles 3º é oficialmente proclamado novo rei em sucessão de Elizabeth 2ª

O cerimonial Conselho de Adesão proclamou o até pouco tempo príncipe Charles o novo monarca

Internacional|Do R7, com EFE e AFP


Rei Charles 3º foi oficialmente proclamado o novo monarca do Reino Unido
Rei Charles 3º foi oficialmente proclamado o novo monarca do Reino Unido

Charles 3º foi oficialmente proclamado neste sábado (10) o novo rei do Reino Unido e de 14 países da Commonwealth em sucessão de Elizabeth 2ª, que morreu na última quinta-feira (8), aos 96 anos, no castelo escocês de Balmoral.

O cerimonial Conselho de Adesão declarou o príncipe Charles Philip Arthur George como o novo monarca Charles 3º, após o que os participantes do ato, principalmente figuras políticas, disseram: "Deus salve o rei!".

Embora o herdeiro tenha sucedido a sua mãe automaticamente após a morte dela, este é o evento tradicional em que o poder político britânico o reconhece oficialmente como soberano.

Depois de anunciar a morte da rainha e proclamar seu sucessor, a presidente do Conselho de Adesão, Penny Mordaunt, ordenou aos membros do Conselho Privado (autoridades políticas e sociais que aconselham o monarca) que se transferissem para uma sala separada. Esse grupo de autoridades, incluindo a primeira-ministra, Liz Truss, e o príncipe de Gales, William, se reuniu com o novo rei.

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Em uma segunda parte da cerimônia, Charles 3º fez um discurso, leu um juramento e o assinou. Como membros do Conselho Privado — uma herança do passado que atualmente é sobretudo simbólica — também estão presentes Camilla, a rainha consorte, e o arcebispo da Cantuária, Justin Welby, primaz da Igreja Anglicana.

Esse é o primeiro ato oficial de Charles 3º como chefe de Estado e é diferente da coroação, cerimônia de grande pompa que deve acontecer nos próximos meses.

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Londres

O rei Charles 3º da Grã-Bretanha fala durante uma reunião do Conselho de Adesão
O rei Charles 3º da Grã-Bretanha fala durante uma reunião do Conselho de Adesão

O rei Charles 3º prometeu na última sexta-feira (9) servir aos britânicos por "toda a vida", assim como sua falecida mãe, Elizabeth 2ª. O povo do Reino Unido, que está de luto, abraçou o novo monarca aos gritos de "Deus salve o rei!".

"Minha amada mamãe [quando completou 21 anos] se comprometeu a dedicar a vida, fosse longa ou curta, a serviço do povo", lembrou o rei no primeiro discurso à nação, gravado no Palácio de Buckingham e retransmitido pela televisão.

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"Eu lhes renovo hoje essa promessa de serviço durante toda a vida", acrescentou Charles 3º, de 73 anos, comprometendo-se a defender "os princípios constitucionais".

Charles foi ovacionado por milhares de pessoas durante o retorno para Londres, vindo da Escócia, 800 km ao norte, onde Elizabeth 2ª morreu na quinta-feira (8), aos 96 anos, no castelo de Balmoral.

Legado da rainha

O novo rei reuniu-se pela primeira vez em audiência com a primeira-ministra, a conservadora Liz Truss, nomeada pela rainha Elizabeth 2ª, na terça-feira (6), em um dos últimos atos oficiais antes de sua morte.

Elizabeth 2ª foi "uma das maiores líderes que o mundo já conheceu", disse Truss horas antes, durante uma homenagem no Parlamento.

Os sinos da grande catedral anglicana tocaram ao meio-dia, como os da Abadia de Westminster e outras do país, em honra à falecida monarca. Também foram disparadas 96 salvas de canhão em várias partes do Reino Unido, uma para cada ano de vida de Elizabeth.

Multidão recebe rei Charles e rainha consorte no Palácio de Buckingham

"Eu a amava. Foi a única dirigente digna desse nome no país", lamentou Paul White, de 48 anos, no metrô de Londres com um jornal nas mãos, emocionado pela morte da rainha. "Será difícil para Charles 3° reinar depois dela, mas eu o apoiarei e à família."

Enquanto britânicos e visitantes se reuniam com flores e fotos em frente ao Palácio de Buckingham, as homenagens vieram de todas as partes do mundo.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que a rainha era "uma estadista de dignidade e constância inigualáveis" e anunciou que estará em seu funeral. O chefe de Estado da Rússia, Vladimir Putin, disse que Elizabeth 2ª tinha "autoridade" no mundo, mas não prevê viajar para Londres, segundo o porta-voz do Kremlin.

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