Internacional Chefe da ONU, António Guterres, pede rota de fuga em Mariupol

Chefe da ONU, António Guterres, pede rota de fuga em Mariupol

Secretário-geral das Nações Unidas se reuniu nesta quinta-feira (28) com o presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, em Kiev

Reuters
António Guterres (à esq.) em encontro com Volodmir Zelenski (à dir.) em Kiev

António Guterres (à esq.) em encontro com Volodmir Zelenski (à dir.) em Kiev

Sergei Supinsky/AFP - 28.4.2022

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse após negociações em Kiev, nesta quinta-feira (28), que há intensas discussões em andamento para a retirada de pessoas de uma usina siderúrgica onde combatentes e civis estão sitiados na cidade ucraniana de Mariupol, no sudeste do país.

Guterres se reuniu com o presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, após realizar conversas com o presidente russo, Vladimir Putin, na terça-feira (26), nas quais Putin concordou "em princípio" com o envolvimento da ONU e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha na desocupação da usina de Azovstal.

O conselho municipal da cidade de Mariupol disse que cerca de 100 mil moradores da cidade estão em "perigo mortal" por conta dos bombardeios russos e das condições sanitárias precárias, e descreveu uma escassez "catastrófica" de água potável e alimentos.

"Mariupol é uma crise dentro de uma crise. Milhares de civis precisam de ajuda. Muitos são idosos, precisam de atendimento médico ou têm mobilidade limitada", afirmou Guterres a jornalistas após as conversas com Zelenski.

"Eles precisam de uma rota de fuga", disse o chefe da ONU.

Em referência à possibilidade de um corredor humanitário coordenado pela ONU e pela Cruz Vermelha para centenas de civis que estariam ainda em Azovstal, Guterres disse: "Enquanto falamos, há intensas discussões para avançar com essa proposta e torná-la realidade. Eu posso apenas dizer que estamos fazendo tudo que podemos para fazer isso acontecer. Eu não vou entrar em nenhum comentário que possa prejudicar essa possibilidade", disse.

No dia 21 de abril, quase dois meses depois de um cerco à cidade portuária estratégica, a Rússia declarou a vitória em Mariupol, embora forças ucranianas remanescentes ainda estejam resistindo em um vasto complexo subterrâneo abaixo de Azovstal, onde civis também estão se abrigando.

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