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Chefe da ONU critica Coreia do Norte por lançamento de míssil

Exercício militar de Pyongyang fez com que sirenes contra bombardeios fossem acionadas no norte do Japão

Internacional|Do R7

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Secretário-geral da ONU, António Guterres, demonstrou preocupação após teste
Secretário-geral da ONU, António Guterres, demonstrou preocupação após teste

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou nesta terça-feira (4) o lançamento pela Coreia do Norte de um míssil balístico que sobrevoou o norte do Japão e o descreveu como um "ato imprudente" e que viola as resoluções do Conselho de Segurança.

Em comunicado, Guterres também acusou a Coreia do Norte de "desrespeitar qualquer consideração pela aviação internacional e segurança marítima".

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O chefe das Nações Unidas pediu ao governo norte-coreano para retomar o diálogo com os principais atores para alcançar a "paz sustentável e a desnuclearização completa e verificável da península coreana".

Os Estados Unidos já solicitaram hoje que o Conselho de Segurança da ONU se reúna urgentemente nesta quarta-feira (5) para tratar desse novo exercício norte-coreano.

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O projétil lançado por Pyongyang sobrevoou o norte do arquipélago japonês, o que fez com que o sistema de alerta civil fosse ativado na área, recomendando que a população se refugiasse de um possível impacto.

Segundo o governo japonês, o míssil é o que percorreu a maior distância até hoje de todos os testados pela Coreia do Norte, com uma altura máxima próxima de 1.000 km e uma distância final de 4.600 km.

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O projétil caiu nas águas do Pacífico e fora do espaço econômico exclusivo do Japão, segundo o Ministério da Defesa, que ainda não detectou nenhum dano a aeronaves ou embarcações na área.

O novo lançamento norte-coreano ocorre depois que Tóquio, Washington e Seul realizaram na semana passada exercícios conjuntos no mar do Japão para combater o desenvolvimento de armas norte-coreanas de SLBMs (mísseis balísticos submersíveis)", nos quais participou o porta-aviões americano USS Ronald Reagan.

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A Coreia do Norte fez mais quatro rodadas de lançamentos de mísseis desde 25 de setembro, todos com projéteis balísticos de curto alcance, tornando o teste desta terça-feira o mais longo.

Esse tipo de exercício com armas de longo alcance capazes de carregar ogivas nucleares é proibido por resoluções do Conselho de Segurança da ONU, que costuma se reunir após Pyongyang realizar um teste.

Em maio, os Estados Unidos propuseram endurecer as sanções internacionais contra a Coreia do Norte em resposta aos repetidos testes de armas, mas Rússia e China vetaram a iniciativa.

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