Internacional Chernobyl está em situação 'cada vez mais difícil', diz agência

Chernobyl está em situação 'cada vez mais difícil', diz agência

Colaboradores da usina continuam os trabalhos para restaurar o fornecimento de eletricidade para a planta nuclear

Agência EFE
Usina nuclear de Chernobyl conta com sarcófago após explosão na década de 1980

Usina nuclear de Chernobyl conta com sarcófago após explosão na década de 1980

RUSSIAN DEFENCE MINISTRY PRESS SERVICE/HANDOUT/EFE/EPA - 7.3.2022

A equipe técnica da antiga usina nuclear de Chernobyl, no norte da Ucrânia, atualmente controlada pela Rússia, está enfrentando "condições cada vez mais difíceis", à medida que funcionários continuam os trabalhos para restaurar o fornecimento de eletricidade para a usina, segundo informou nesta sexta-feira (11) a Aiea (Agência Internacional de Energia Atômica).

"Os técnicos começaram a reparar as linhas de energia danificadas" no início desta semana, disse o diretor-geral da Aiea, Rafael Grossi, em comunicado.

De acordo com informações transmitidas à agência nuclear da ONU pelo órgão regulador nuclear da Ucrânia, uma seção foi reparada, mas a energia da área externa ainda está inoperante.

"O trabalho de reparo continuará apesar da situação difícil fora da usina nuclear", acrescentou Grossi.

Embora os geradores a diesel de emergência estejam fornecendo energia de reserva, "ainda é importante consertar as linhas de energia o mais rápido possível", enfatizou o diretor-geral da Aiea.

Apesar dos problemas, a Aiea garante que não há risco de "impacto crítico" no local, onde existem instalações de gerenciamento de resíduos radioativos, "uma vez que o volume de água de resfriamento da instalação de combustível gasto é suficiente para manter a remoção de calor sem fornecimento de eletricidade".

Por outro lado, a agência "expressou preocupação com a disponibilidade de estoques de alimentos" para os 211 técnicos e guardas que estão na fábrica desde que a Rússia lançou a ofensiva militar na Ucrânia, há mais de duas semanas, e "enfrentam condições cada vez mais difíceis".

Arte/R7

Além disso, o órgão regulador ucraniano perdeu a comunicação com a usina e não pode fornecer informações à Aiea sobre o controle radiológico da instalação, embora continue recebendo informações sobre a situação "por meio dos altos funcionários da usina fora do local", disse o comunicado.

Sobre a situação das usinas nucleares em operação na Ucrânia, que são quatro, o regulador confirmou que oito dos quinze reatores ainda estão em operação, incluindo dois na usina nuclear de Zaporizhzhia, com níveis de radiação normais.

Zaporizhzhia, a maior usina nuclear da Europa, tem quatro linhas de alta-tensão (750 kV) fora da usina, além de uma reserva adicional.

Duas dessas linhas foram danificadas nos recentes combates na área; assim agora existem duas linhas elétricas, mais uma de reserva, à disposição da central, onde "também está sendo feito um trabalho de detecção e eliminação de munições não detonadas encontradas em seu centro de formação danificado".

Nessa central, o pessoal ucraniano que operava a fábrica estava em rodízio de acordo com o horário habitual, mas, segundo o regulador, "a presença de forças estrangeiras na área está afetando o moral do trabalho e causando pressão".

Danos adicionais também foram relatados em uma nova instalação de pesquisa nuclear na cidade de Kharkiv. Como seu material nuclear é "subcrítico", a Aiea considera que o dano "não teria nenhuma consequência radiológica".

No que diz respeito à perda parcial de transmissão para a Aiea de dados remotos sobre material nuclear e atividades em usinas nucleares, o sistema ainda está fora de serviço em Chernobyl e há "problemas intermitentes" da usina da Ucrânia do Sul.

Por outro lado, a partir de Zaporizhzhia a transmissão foi restaurada, segundo detalhou a Aiea.

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