Chile: estudantes e policiais se confrontam em protestos no metrô

Jovens protestam contra aumento da tarifa do transporte público em horário de pico, que custa R$ 4,80 e é uma das mais caras da América Latina

Estudantes pararam metrôs no Chile

Estudantes pararam metrôs no Chile

Carlos Vera/ Reuters - 18.10.2019

Milhares de estudantes chilenos se reuniram no fim da tarde desta sexta-feira (18) em metrôs de Santiago, capital do país, para protestar contra o aumento das tarifas do transporte público. Durante a manifestação, alguns jovens vandalizaram e depredaram parte das estações e a polícia disparou contra os manifestantes.

O caos começou depois que o preço do metrô em Santiago passou a custar 830 pesos chilenos, cerca de R$ 4,80, se tornando um dos mais caros da América Latina, durante o horário de pico. Os preços para ônibus também aumentaram.

Estudantes começaram a pular as catracas do metrô e os protestos se espalharam por toda a cidade. Em alguns pontos, os policiais e manifestantes se confrontaram e há registros de policiais atirando contra os jovens.

Os manifestantes quebraram catracas e barreiras e alguns acionaram os freios de emergência dos trens, afetando cerca de 2,5 milhões de passageiros.

Pelo Twitter, a conta oficial do metrô de Santiago confirmou que todas as linhas de metrô estão fechadas por causa dos protestos e que os passageiros e trabalhadores não teriam condições mínimas de segurança caso quisessem seguir viagem.

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, invocou a Lei de Segurança do Estado do Chile como uma medida para controlar os protestos, e que pode render até 10 anos de prisão para os jovens acusados de desordem pública.