Rússia x Ucrânia

Internacional China critica EUA e ampliação da Otan em meio a tensão diplomática

China critica EUA e ampliação da Otan em meio a tensão diplomática

Chineses pedem solução política e que envolvidos se abstenham de qualquer ato que possa exacerbar as tensões ou alimentar a crise

AFP
Manifestantes protestam nos Estados Unidos contra guerra na Ucrânia

Manifestantes protestam nos Estados Unidos contra guerra na Ucrânia

Timothy A. Clary/AFP - 17.02.2022

A China acusou nesta quinta-feira (17) os Estados Unidos, embora sem mencioná-los, de alimentar a tensão sobre a Ucrânia, segundo Pequim, pela ampliação da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que "vai contra a nossa época", no âmbito de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU em Nova York.

Pequim apela a "todas as partes afetadas" para que "impere a razão e tendam a uma solução política e se abstenham de qualquer ato que possa exacerbar as tensões ou alimentar a crise", declarou o embaixador chinês na ONU, Zhang Jun.

"Nada acontece sem uma razão. A ampliação da Otan é algo que não se pode esquecer nas tensões com a Ucrânia. A expansão constante da aliança do Atlântico, no rastro da Guerra Fria, vai contra a nossa época", que deveria tender a "preservar a segurança comum", acrescentou o diplomata chinês.

"A segurança nacional não pode ser garantida mediante a ampliação de um bloco militar. Isso se aplica tanto à Europa quanto a outras regiões do mundo", assegurou Zhang Jun.

Ao se referir implicitamente aos Estados Unidos, o diplomata destacou que o mundo conta com "um país que se nega a renunciar à sua mentalidade da Guerra Fria, que diz uma coisa e faz outra para obter uma superioridade militar".

Isso se vê, segundo ele, sobretudo na "região Ásia-Pacífico, com a criação de pequenos círculos trilaterais que pretendem provocar confronto" e "ameaçam a estabilidade regional em detrimento dos países que a integram", em clara alusão ao pacto recentemente concluído entre os Estados Unidos, a Austrália e o Reino Unido.

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