China critica visita de primeiro-ministro japonês a polêmico santuário
Internacional|Do R7
Pequim, 26 dez (EFE).- O governo chinês manifestou nesta quinta-feira seu "forte condenação" à visita surpresa do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, ao santuário Yasukuni, onde se homenageia, entre outros, criminosos de guerra durante a invasão japonesa à China e outros países da Ásia Oriental. "Protestamos e condenamos energicamente os atos do líder japonês", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Qin Gang, poucos instantes depois que Abe entrou no santuário xintoísta, situado em uma área central de Tóquio. A agência oficial "Xinhua" informou ainda que funcionários da chancelaria chinesa e o embaixador deste país no Japão protestarão formalmente pela visita. A visita é a primeira de um chefe de governo japonês ao controvertido santuário desde 2006, e coincide com a celebração na China do 120º aniversário do nascimento de Mao Tsé-tung. O gesto de Abe acrescenta tensão à já muito deteriorada relação entre Pequim e Tóquio, enfrentadas há mais de um ano pelas ilhas Diaoyu/Senkaku, controladas pelo Japão, mas que a China reivindica há décadas. O Japão foi deliberadamente ignorado pelo presidente da China, Xi Jinping, na agenda exterior de seu primeiro ano no cargo, e a imprensa oficial do regime comunista assegurou hoje que a diplomacia japonesa em 2013 foi "antichinesa". No ano que termina "Abe viajou ao exterior 13 vezes, a mais de 20 países, e propôs políticas para conter a China quando se reuniu com altos líderes, incluindo os de Estados Unidos, França e 10 países do sudeste asiático", criticou hoje o jornal "China Daily". O santuário Yasukuni presta homenagem às vítimas de conflitos protagonizados pelo Japão nos séculos 19 e 20, entre eles 14 oficiais do exército japonês durante a Segunda Guerra Mundial que foram julgados e condenados por crimes de guerra cometidos durante a invasão da Ásia Oriental. Nos primeiros anos da década passada, o então primeiro-ministro japonês Junichiro Koizumi (2001-2006) visitou com frequência o santuário, o que suscitou a ira da China e outros países que foram invadidos pelo Japão nos anos 1930 e 1940, como as duas Coreias. Desde então, os chefes de governo japonês tinham se abstido de realizar estas visitas em prol de melhorar a relação com os países vizinhos. Abe, que também foi chefe de governo entre 2006 e 2007, nunca tinha visitado Yasukuni como primeiro-ministro, mas o fez em mais de uma ocasião quando foi ministro porta-voz no gabinete de Koizumi. EFE abc/rsd









