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China diz que Japão enviou sinal errado ‘chocante’ sobre Taiwan

Crise diplomática cresce após Wang Yi acusar Sanae Takaichi de sinalizar possível intervenção militar em Taiwan

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Wang Yi, ministro das Relações Exteriores da China, criticou o Japão por enviar um "sinal errado" sobre Taiwan.
  • A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, foi acusada de sugerir uma possível intervenção militar em Taiwan.
  • A crise diplomática entre China e Japão é a mais intensa em anos, afetando relações comerciais e culturais.
  • O Japão reafirmou seu compromisso com a paz e se declarou aberto ao diálogo com a China.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Bandeiras da China e de Taiwan: Pequim não gostou de insinuação sobre interferência do Japão no assunto REUTERS

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse ser “chocante” que a líder do Japão tenha enviado abertamente um sinal errado em relação a Taiwan, de acordo com uma declaração oficial no domingo.

Estes são os mais recentes comentários em uma disputa que tem abalado as relações por mais de duas semanas.


Wang, a mais alta autoridade chinesa a comentar publicamente sobre a questão, disse que o Japão estava cruzando uma linha vermelha que não deve ser tocada, segundo declaração publicada no site do Ministério das Relações Exteriores da China.

Ele acusou a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, de tentar intervir militarmente em Taiwan. Wang estava se referindo aos comentários de 7 de novembro, nos quais ela disse no Parlamento que um hipotético ataque chinês a Taiwan, que é governada democraticamente, poderia desencadear uma resposta militar de Tóquio.


A disputa que se seguiu, a maior crise entre a China e o Japão em anos, se estendeu às relações comerciais e culturais. Na sexta-feira (21), a China levantou a questão com o secretário-geral da ONU, António Guterres, prometendo se defender.

China x Taiwan

Pequim considera Taiwan como seu próprio território e não descartou o uso da força para assumir o controle da ilha. O governo de Taiwan rejeita as reivindicações de Pequim e diz que somente o povo da ilha pode decidir seu futuro.


Em resposta à carta enviada à ONU, o Ministério das Relações Exteriores do Japão, classificou no sábado as reivindicações da China como “totalmente inaceitáveis” e disse que o compromisso do Japão com a paz permanece inalterado.

Falando a repórteres na África do Sul após participar da cúpula dos líderes do G20, Takaichi não mencionou os comentários de Wang ou a carta, dizendo apenas que o Japão continua aberto ao diálogo com a China.


“Não estamos fechando a porta. Mas é importante que o Japão declare claramente o que precisa ser dito”, afirmou ela, acrescentando que não havia conversado com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, que também estava em Johanesburgo para a reunião.

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