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China e Rússia vetam resolução da ONU sobre proteção de transporte marítimo em Ormuz

Projeto encorajava os Estados a coordenar esforços para proteger a navegação comercial

Internacional|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A China e a Rússia vetaram uma resolução da ONU que visava proteger a navegação no estreito de Ormuz.
  • Dos 15 membros do Conselho de Segurança, 11 apoiaram a resolução, enquanto 2 se posicionaram contra e 2 se abstiveram.
  • O embaixador dos EUA criticou os vetos, afirmando que a economia global está sob ameaça devido à situação no Irã.
  • A França lamentou os vetos, destacando que o objetivo da resolução era garantir a segurança sem escalada militar.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Navios petroleiros passam pelo estreito de Ormuz
Embaixador dos Estados Unidos na ONU condenou o veto de Rússia e China Hamad I Mohammed/Reuters - 21.12.2018

A China e a Rússia vetaram nesta terça-feira (7) uma resolução da ONU que encorajava os Estados a coordenar esforços para proteger a navegação comercial no estreito de Ormuz, e o embaixador dos EUA no órgão mundial conclamou as “nações responsáveis” a se unirem aos norte-americanos para proteger a importante hidrovia.

Dentre os 15 membros do Conselho de Segurança, 11 votaram a favor da resolução apresentada pelo Barein, e 2 posicionaram-se contra — China e Rússia —, além de duas abstenções.


O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou que “toda uma civilização morrerá esta noite”, já que o Irã não deu sinais de que possa aceitar o ultimato para abrir o estreito de Ormuz até a noite desta terça-feira, horário de Washington.

Os preços do petróleo subiram desde que os EUA e Israel atacaram o Irã, no final de fevereiro, desencadeando um conflito que já dura mais de cinco semanas, enquanto Teerã fechou boa parte do estreito, anteriormente rota de cerca de um quinto do petróleo global e do gás natural liquefeito.


O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, condenou os vetos da Rússia e da China, dizendo que eles representam “um novo fundo do poço”.

“Ninguém deveria tolerar isso. Eles estão mantendo a economia global sob a mira de uma arma. Mas hoje, a Rússia e a China toleraram isso. Eles se aliaram a um regime que busca intimidar o Golfo até a submissão, mesmo quando brutaliza seu próprio povo.”


Waltz disse que o Irã poderia escolher “reabrir o estreito, buscar a paz e fazer as pazes”.

“Mas até lá e depois disso, pedimos às nações responsáveis que se juntem a nós para garantir o estreito de Ormuz, protegendo-o, assegurando que ele permaneça aberto ao comércio legal, aos bens humanitários e à livre circulação dos bens do mundo”, disse ele.


A França também lamentou os vetos.

“O objetivo era encorajar medidas estritamente defensivas para garantir a segurança e a proteção do estreito sem que houvesse uma escalada”, disse seu embaixador na ONU, Jérôme Bonnafont.

China e Rússia usaram seus vetos, embora o Barein tenha enfraquecido significativamente a resolução após a China se opor à autorização de uso da força.

A minuta submetida à votação retirou qualquer autorização para o uso da força. Uma referência explícita à aplicação obrigatória, incluída em uma minuta anterior, também foi deixada de lado.

Em vez disso, o texto incentivou fortemente os Estados a “coordenar esforços, de natureza defensiva, proporcionais às circunstâncias, para contribuir para garantir a segurança e a proteção da navegação no estreito de Ormuz.”

O texto também dizia que tais contribuições poderiam incluir “a escolta de navios mercantes e comerciais” e endossava os esforços para “impedir tentativas de fechar, obstruir ou interferir de alguma forma na navegação internacional pelo estreito de Ormuz”.

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