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China pede que EUA abandonem narrativa de ‘ameaça chinesa’ sobre a Groenlândia

Declaração ocorre após Trump anunciar tarifas para oito países europeus

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A China solicitou aos EUA que abandonem a narrativa de "ameaça chinesa" em relação à Groenlândia.
  • Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China afirma que o país já deixou clara sua posição sobre a Groenlândia.
  • As declarações surgem após Trump anunciar tarifas sobre produtos de países europeus ligadas à compra da Groenlândia.
  • A escalada retórica sobre a Groenlândia pode aprofundar divisões entre os EUA e aliados europeus, beneficiando China e Rússia.

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Porta-voz chinês pediu que os EUA “parem de usar a chamada ‘ameaça chinesa’ como pretexto para obter ganhos privados”. Florence Lo/Reuters - 08.02.2024

A China reagiu nesta segunda-feira (19) às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Groenlândia e pediu que Washington abandone o que classificou como narrativa de “ameaça chinesa” para justificar interesses próprios na região.

Questionado sobre o anúncio de tarifas americanas a países europeus ligados ao impasse em torno da ilha, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China Guo Jiakun afirmou que o país “já deixou clara várias vezes sua posição sobre a questão da Groenlândia”.


Segundo o porta-voz, “o direito internacional, baseado nos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas, é o fundamento da ordem internacional vigente e deve ser respeitado”. Ele acrescentou que Pequim pede que os EUA “parem de usar a chamada ‘ameaça chinesa’ como pretexto para obter ganhos privados”.

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A declaração ocorre após Trump anunciar tarifas progressivas sobre produtos de oito países europeus, condicionando a suspensão das medidas a um acordo para a “aquisição completa e total” da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca.


O presidente americano justificou a pressão econômica alegando riscos à segurança internacional e afirmou, em diversas ocasiões que a China e a Rússia conduzem exercícios militares na região do Ártico.

Pequim tem rebatido essas acusações. Em manifestações anteriores o governo chinês declarou que suas atividades no Ártico “visam promover a paz, a estabilidade e o desenvolvimento sustentável” e que “os direitos e liberdades de todos os países para conduzir atividades na região, de acordo com a lei, devem ser plenamente respeitados”.


A escalada retórica sobre a Groenlândia ampliou tensões entre EUA e aliados europeus e provocou reações de líderes da UE (União Europeia), que alertaram para o risco de o tema aprofundar divisões no bloco ocidental e até beneficiar chineses e russos.

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