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China será afetada pela invasão dos Estados Unidos à Venezuela? Entenda

Professor Augusto Teixeira explica conceito de esferas de influência que pautam relações das grandes potências com territórios em conflito

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Augusto Teixeira analisa a relação entre China e Venezuela em meio à invasão dos EUA.
  • A economia chinesa pode ser gravemente afetada pela dependência do petróleo venezuelano.
  • Os EUA tentam estabelecer esferas de influência no continente americano, conforme políticas da administração Trump.
  • China e Rússia se opõem à ação dos EUA, mas não apoiam diretamente Maduro; podem buscar acordos no setor de energia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em entrevista ao Hora News, o professor de relações internacionais Augusto Teixeira discute as relações entre China e Venezuela e analisa os possíveis impactos da invasão dos Estados Unidos ao território venezuelano, neste sábado (3), à economia chinesa.

“A China sentirá muito mais os efeitos, até porque ela depende dessa exportação de petróleo venezuelano, já que é um país que não produz aquilo que demanda para a sua indústria e economia”, diz. No entanto, ele argumenta que é possível que pontos de convergência sejam encontrados pelos chineses em relação a Washington.


Nos bastidores, segundo Teixeira, tende a prevalecer um relativo entendimento das esferas de influência: “Estamos vendo os Estados Unidos forçarem a Europa a frear sua ajuda militar à Ucrânia em prol de um acordo de paz que tende a ser favorável aos russos. No que compete a questão de Taiwan e China, os Estados Unidos, sim, têm uma ambivalência estratégica, mas entendem que aquela arena é uma arena primordial para a atuação chinesa.”

O continente americano, portanto, se trataria de uma zona de influência dos Estados Unidos, a partir do entendimento da administração do presidente Donald Trump. “Nesse sentido, a administração Trump reconhece quase que um mundo multipolar, trilateral, em que o sistema multilateral, voltado, por exemplo, às Nações Unidas e ao Conselho de Segurança da ONU, muito pouco dizem para a configuração e gestão da segurança internacional”, pontua.


Essa seria a razão pela qual China e Rússia se colocaram contrárias à ação e força dos Estados Unidos, “mas dificilmente irão mover uma palha em favor do Maduro”, afirma Teixeira. “Mas talvez negociarão termos de presença dentro do setor de gás e energia dentro da Venezuela, a Rússia, inclusive, que tem investimentos vultosos, inclusive na PDV. Então, nesse sentido, é importante acompanhar a marcha dos acontecimentos”, conclui.

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