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China visa abrir mercados e forçar acordos com a UE ao reduzir tarifas, diz analista

Segundo Ministério do Comércio chinês, taxas vão variar de 7,4% a 11,7%, por cinco anos; em dezembro, estavam entre 21,9% e 42,7%

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A China anunciou a redução das tarifas sobre produtos lácteos importados da União Europeia.
  • As novas taxas variam de 7,4% a 11,7%, comparadas a 21,9% a 42,7% anteriormente.
  • Essa decisão busca abrir o mercado e promover acordos comerciais entre China e UE.
  • Os produtos europeus lácteos são competitivos e impactam agricultores de países como França e Itália.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A China vai reduzir as tarifas sobre produtos lácteos importados da União Europeia. A decisão representa mais um passo na redução das tensões entre as partes. Antes, o país asiático e o bloco europeu concordaram sobre preços mínimos para veículos elétricos chineses exportados para o bloco e a redução das tarifas sobre conhaque e carne suína europeus.

Agora, a nova decisão afeta itens como queijos frescos e processados, coalhada, queijo azul, cremes e alguns produtos lácteos. Segundo o Ministério do Comércio chinês, as taxas vão variar de 7,4% a 11,7%, por cinco anos. Em dezembro, as tarifas estavam entre 21,9% e 42,7%.


Prateleiras refrigeradas de supermercado cheias de produtos lácteos variados, organizados em embalagens de diferentes marcas e tamanhos
Nova decisão afeta produtos lácteos, como queijos frescos e processados Reprodução/Record News

Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (12), Igor Lucena, economista e doutor em relações internacionais, pontua que as tarifas são uma política dupla, e a decisão chinesa visa abertura de mercado e realização de acordos comerciais.

“Os produtos europeus lácteos são muito fortes, são competitivos, têm alto valor agregado. Impactam os produtores agrícolas da França, da Itália, que são considerados mais sensíveis. Então, a China faz esse gesto para dar mais abertura de mercado para esses produtores, que tem, sim um impacto eleitoral e forçam acordos”, explica.


Segundo Lucena, “a União Europeia, apesar de tentar criar sua própria zona de influência, como foi o caso do acordo do Mercosul, também tem que se equilibrar entre acordos com China e com os Estados Unidos, já que ela depende dos dois lados”.

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