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Internacional China: Xangai endurece confinamento por Covid-19

China: Xangai endurece confinamento por Covid-19

Governo local estendeu lockdown no maior centro financeiro do país até o fim de maio, apesar de irritação da população

Reuters
População de Xangai permanece em confinamento na luta contra o novo coronavírus

População de Xangai permanece em confinamento na luta contra o novo coronavírus

Hector Retamal/AFP - 1º.5.2022

As autoridades de Xangai endureceram o confinamento devido à Covid-19 que impuseram há mais de um mês à cidade, prolongando até o fim de maio uma experiência que a capital chinesa, Pequim, desesperadamente quer evitar.

Xangai, centro comercial de 25 milhões de pessoas, está fazendo um novo movimento para reduzir a zero o número de casos de coronavírus fora das áreas que estão enfrentando restrições mais rígidas até a segunda quinzena de maio, disseram à Reuters pessoas familiarizadas com o assunto.

De acordo com as fontes, as restrições de mobilidade vão permanecer durante o mês devido a temores de um retorno, embora o número de casos esteja caindo. Autoridades em alguns distritos emitiram avisos em que ordenam que as pessoas voltem para seu complexo residencial após deixá-las sair para breves caminhadas ou compras rápidas.

Em um vídeo amplamente compartilhado nas redes sociais chinesas, policiais em traje de proteção discutiam com moradores que foram informados de que precisariam ficar em quarentena após um vizinho testar positivo para a doença.

"Isso é para que possamos remover completamente quaisquer casos positivos", pode-se ouvir um dos policiais dizendo. "Parem de me perguntar por que, não há porquê. Temos que aderir às diretrizes nacionais."

A Reuters não conseguiu verificar o vídeo de forma independente. O governo de Xangai não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

O isolamento prolongado e o medo de as pessoas serem enviadas para centros de quarentena, que às vezes carecem de chuveiros e outras condições básicas de higiene, têm causado frustração generalizada e até brigas.

As duras restrições da Covid-19 em Pequim, Xangai e dezenas de outras grandes cidades chinesas estão afetando psicologicamente sua população, pesando sobre a segunda maior economia do mundo e interrompendo as cadeias de suprimentos globais e o comércio internacional.

As medidas marcam um nítido contraste com as observadas na maior parte do mundo, que está relaxando ou removendo as restrições da Covid-19 para conviver com o vírus mesmo quando as infecções se espalham.

Pequim fechou academias e locais de entretenimento, proibiu serviços de refeições em restaurantes e interrompeu dezenas de rotas de ônibus e quase 15% de seu extenso sistema de metrô, enquanto muitos moradores evitam sair voluntariamente.

"É muito estranho", disse um morador de Pequim de 50 anos de sobrenome Ding, enquanto tirava foto de uma rua vazia que levava a uma estação de metrô fechada. "É a primeira vez em todos os meus anos em Pequim que vejo ruas vazias no meio do verão. É mágico."

As empresas que permaneceram abertas não estão atendendo muitos clientes, pois as pessoas não querem fazer nada que possa aproximá-las de outras infectadas e forçá-las a ficar em quarentena.

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