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CIA monitorou Ali Khamenei por meses antes de ataque, diz jornal

Segundo o ‘The New York Times’, agência de inteligência conseguiu informações sobre os paradeiros do líder supremo morto

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A CIA monitorou Ali Khamenei por meses antes do ataque coordenado com Israel.
  • Informações sobre uma reunião de altos funcionários iranianos levaram ao ajuste na estratégia do ataque.
  • O ataque começou com a decolagem de caças israelenses, que atingiram o complexo onde Khamenei estava presente.
  • A operação foi resultado de preparativos detalhados e informações precisas de inteligência.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ali Khamenei foi morto durante ataque dos EUA e Israel contra o Irã Reprodução/X/@khamenei_ir

A CIA, agência de inteligência dos Estados Unidos, identificou a localização de Ali Khamenei pouco antes do ataque coordenado entre o governo americano e Israel contra o Irã. O líder supremo, morto durante a ofensiva, estava sendo monitorado há meses, segundo reportagem publicada pelo The New York Times.

Fontes ouvidas pelo jornal americano apontam que a agência de inteligência vinha adquirindo cada vez mais informações sobre os paradeiros e padrões de comportamento de Khamenei.


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Na mais recente, foi descoberto que uma reunião de altos funcionários iranianos, que teria a participação de Khamenei, ocorreria na manhã de sábado (28). As informações foram repassadas a Israel.

Com base nisso, os governos americanos e israelense decidiram ajustar o momento do ataque como uma estratégia para tirar proveito das novas informações de inteligência e usar o “fator surpresa tático”. Era previsto que os líderes se reunissem no local onde ficam os gabinetes da presidência iraniana, do líder supremo e do Conselho de Segurança Nacional do Irã.


Ainda conforme publicado pelo jornal americano, a operação começou por volta das 6h da manhã em Israel, com a decolagem de caças de suas bases. O ataque exigiu um número relativamente pequeno de aeronaves, que estavam armadas com munições de longo alcance e alta precisão.

Duas horas e cinco minutos depois, por volta das 9h40 em Teerã, os mísseis de longo alcance atingiram o complexo. Os altos funcionários da segurança nacional iraniana estavam em um dos prédios, enquanto Khamenei estava em outro nas proximidades.


Meses de preparativo

Fontes do NYT afirmam que a operação foi fruto de informações de inteligência precisas e meses de preparativos. Procuradas pelo jornal, a Casa Branca e a CIA não comentaram a reportagem.

Em junho do ano passado, o presidente americano, Donald Trump, já havia afirmado que os Estados Unidos sabiam onde Khamenei escondido. Segundo um ex-funcionário americano, essa informação se baseava na mesma rede de informações que foi utilizada no sábado.


De lá para cá, o governo americano ampliou os dados de inteligência, com os EUA aprendendo ainda mais sobre como o líder supremo e a Guarda Revolucionária Islâmica se comunicavam e se movimentavam.

Além disso, os EUA e Israel reuniram informações sobre a localização de importantes oficiais da inteligência iraniana. Em ofensivas realizadas após o ataque de sábado, locais onde eles estavam hospedados foram atingidos, segundo fontes do NYT.

Irã escolhe líder supremo interino

Após a morte de Khamenei, Alireza Arafi foi nomeado como membro jurista do Conselho de Liderança do Irã, um órgão encarregado de desempenhar o papel do líder supremo até que a Assembleia de Peritos eleja um novo líder. As informações são da Reuters com a agência de notícias ISNA.

Membro clérigo do Conselho dos Guardiães, Arafi fará parte do Conselho de Liderança temporário ao lado do presidente Masoud Pezeshkian e do juiz-chefe Gholamhossein Mohseni Ejei.

Em entrevista à revista Atlantic, Trump afirmou que a nova liderança do Irã quer conversar com ele e que ele concordou.

“Eles querem conversar, e eu concordei em conversar, então vou conversar com eles. Eles deveriam ter feito isso antes. Deveriam ter dado o que era muito prático e fácil de fazer antes. Eles esperaram demais”, disse o republicano à publicação.

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