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Internacional Cidade na China expõe infratores das regras anti-Covid

Cidade na China expõe infratores das regras anti-Covid

Quatro pessoas foram obrigadas a desfilar acompanhadas por policiais e segurando cartazes com suas fotos estampadas

AFP
Após violarem regras anti-Covid, pessoas foram obrigadas a desfilar com sua foto pelas ruas de Jingxi

Após violarem regras anti-Covid, pessoas foram obrigadas a desfilar com sua foto pelas ruas de Jingxi

Reprodução/Twitter

Policiais antidistúrbios obrigaram quatro pessoas que supostamente violaram as restrições anti-Covid a desfilar pelas ruas de uma cidade do sul da China, informou a imprensa estatal, uma atitude que provocou críticas na internet.

Quatro suspeitos com máscara e traje de proteção que carregavam cartazes com sua fotografia e nome desfilaram diante de uma multidão na terça-feira (28) na cidade de Jingxi, na fronteira com o Vietnã, informou o jornal estatal Guangxi News.

As fotos da punição mostram cada suspeito ladeado por dois policiais — que usam escudos, máscara e traje de proteção —, todos cercados por vários agentes antidistúrbios, alguns deles armados.

Os quatro foram acusados de transportar migrantes ilegais, no momento em que praticamente todas as fronteiras da China estão fechadas devido à pandemia, informou o jornal da província de Guangxi.

A China proibiu qualquer tipo de humilhação pública de supostos criminosos em 2010, após décadas de campanhas de ativistas dos direitos humanos, mas alguns governos locais retomaram as práticas na luta contra a Covid.

O desfile pelas ruas é parte de uma série de medidas disciplinares anunciadas em agosto pelo governo de Jingxi para punir aqueles que não respeitam as medidas restritivas para impedir a propagação da Covid.

O Guangxi News afirmou que o desfile apresenta "uma advertência real" e "desencoraja crimes na fronteira".

Mas o castigo provocou muita controvérsia, com críticas nas redes sociais à abordagem agressiva, assim como de parte da imprensa oficial.

Embora Jingxi esteja sob grande pressão para evitar a importação de casos do coronavírus, "a medida viola gravemente o espírito do Estado de direito e não pode ser permitido que aconteça de novo", afirmou o jornal Beijing News, vinculado ao Partido Comunista.

Outros suspeitos de contrabando ilegal e tráfico de pessoas sofreram humilhações públicas nos últimos meses, de acordo com informações do site do governo de Jingxi.

Vídeos de um desfile similar em novembro mostraram uma multidão observando dois prisioneiros enquanto policiais liam seus crimes com um microfone.

E em agosto dezenas de policiais armados carregaram um suspeito pelas ruas até um parque infantil.

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