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Cientistas desenvolvem cão-guia robô com IA que fala para ajudar deficiente visual

Equipamento foi criado para que haja interação verbal entre o usuário e o cão, proporcionando maior controle e consciência situacional

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Cientistas desenvolveram um cão-guia robô com IA que interage verbalmente com deficientes visuais.
  • A tecnologia promete ser mais eficiente que os tradicionais cães-guia biológicos.
  • Utilizando GPT-4, o cão-guia robótico tem capacidade para entender uma ampla gama de comandos.
  • O objetivo é melhorar a segurança e a autonomia de pessoas com deficiência visual.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Cientistas desenvolveram um sistema de cão-guia robótico que se comunica com pessoas com deficiência visual Universidade de Binghamton/Jonathan W. Cohen

Uma equipe de pesquisadores criou, com tecnologia de inteligência artificial, um cão-guia robô que é capaz de falar com o deficiente visual, ajudando-o a determinar uma rota ideal e guiando-o com segurança até seu destino. Com isso, eles esperam ter um cão-guia que seja mais eficiente que o animal usado para esta finalidade na atualidade.

“Estamos demonstrando um aspecto do cão-guia robótico que é mais avançado do que os cães-guia biológicos. Cães reais conseguem entender, no máximo, cerca de 20 comandos. Mas, no caso dos cães-guia robóticos, basta usar o GPT-4 com comandos de voz. Assim, eles adquirem capacidades linguísticas muito robustas”, diz Shiqi Zhang, professor associado da Escola de Computação da Faculdade de Engenharia e Ciências Aplicadas Thomas J. Watson, da Universidade de Binghamton, Universidade Estadual de Nova York, nos Estados Unidos.


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Zhang e sua equipe já haviam treinado cães-guia robóticos para conduzir deficientes visuais respondendo a um puxão na guia. Este novo sistema leva o trabalho deles um passo adiante, criando uma interação verbal entre o usuário e o cão, proporcionando maior controle e consciência situacional. O robô oferece informações sobre a rota antes da partida (o que os pesquisadores chamam de verbalização do plano) e informações durante o trajeto (verbalização da cena).

“Isso é muito importante para pessoas com deficiência visual ou cegas, porque a percepção do ambiente e da cena é relativamente limitada sem a visão”, afirma Zhang.


Para testar o sistema, a equipe recrutou sete participantes legalmente cegos para navegar por um grande escritório com várias salas. O robô perguntava ao usuário para onde ele queria ir (neste experimento, uma sala de conferências) e então apresentava possíveis rotas até a sala e o tempo que levaria para chegar lá. Assim que o usuário selecionava uma rota preferida, o robô o guiava até a sala de conferências, verbalizando os arredores e os obstáculos ao longo do caminho (como “este é um corredor longo”) até chegar ao destino.

Após o teste, os usuários responderam a um questionário sobre sua experiência, avaliando a utilidade, a facilidade de comunicação e a praticidade do sistema. De modo geral, a abordagem combinada — que incluía explicações prévias e narração em tempo real pelo robô — foi a preferida pelos participantes. Um estudo simulado do sistema também demonstrou o sucesso dessa abordagem.


No futuro, a equipe planeja realizar mais estudos com usuários, aumentar a autonomia do sistema e fazer com que os robôs naveguem por distâncias maiores, tanto em ambientes internos quanto externos.

O objetivo desta pesquisa é ajudar a integrar cães-guia robóticos no cotidiano.

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