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Cientistas encontram prótese de 2.500 anos na mandíbula de mulher mumificada

Descoberta é considerada inédita, já que não há referências a cirurgias semelhantes na literatura

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Pesquisadores russos descobriram uma prótese de 2.500 anos na mandíbula de uma mulher mumificada.
  • A mulher sofreu um traumatismo craniano e passou por cirurgia para restaurar a função da mandíbula.
  • A descoberta é inédita, sem referências a cirurgias semelhantes na literatura até o momento.
  • A pesquisa utilizou tomografia computadorizada para criar modelos detalhados do crânio e entender a complexidade da intervenção cirúrgica.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mulher mumificada teria entre 25 e 30 anos Reprodução/Elena Panfilo/Universidade Estadual de Novosibirsk

Pesquisadores da Universidade Estadual de Novosibirsk, na Rússia, identificaram uma prótese primitiva na mandíbula de uma mulher que foi mumificada há aproximadamente 2.500 anos.

Segundo uma análise de dados feita pelos cientistas, a mulher sofreu um grave traumatismo craniano em vida, sendo submetida a uma cirurgia para restaurar a função da mandíbula, o que foi possível por meio da instalação da prótese, feita na época de crina de cavalo ou tendão animal.


O procedimento foi um sucesso e lhe devolveu a capacidade de falar e comer, ainda que a lesão tenha deixado o seu crânio deformado e com uma depressão no lado direito.

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A descoberta é considerada inédita, já que os cientistas não haviam encontrado anteriormente referências a cirurgias semelhantes na literatura.


“O uso da tomografia computadorizada foi fundamental [...] Graças a essa tecnologia, conseguimos superar um grande obstáculo: os tecidos moles mumificados que obscureciam a estrutura óssea”, afirmou em comunicado Vladimir Kanygin, chefe do Laboratório de Medicina Nuclear e Inovadora do Departamento de Física da Universidade Estadual de Nichols (NSU) e que participou do projeto.

Pesquisadores usaram tomografia computadorizada na análise de mulher mumificada Reprodução/Elena Panfilo/Universidade Estadual de Novosibirsk

Ainda segundo Kanygin, o tomógrafo permitiu “remover” virtualmente essas coberturas e criar um modelo digital e, posteriormente, um modelo físico 3D preciso do crânio, tornando-o acessível para análises antropológicas detalhadas.


“O tomógrafo nos permitiu não apenas diagnosticar a lesão, mas também reconstruir os resultados de uma complexa intervenção cirúrgica realizada na antiguidade, transformando uma única descoberta em evidência detalhada do alto nível de conhecimento médico”, acrescentou.

Os cientistas estimam que a mulher tinha de 25 a 30 anos e possa ter sofrido o impacto ao cair de um cavalo em movimento ou de uma grande altura. Não se sabe quanto tempo ela sobreviveu após a operação.


Cientistas ainda não determinaram quanto tempo mulher sobreviveu após cirurgia Reprodução/Elena Panfilo/Universidade Estadual de Novosibirsk

O cemitério Verkh-Kaldzhin-2, onde a múmia foi encontrada, está localizada no Planalto de Ukok, na República de Altai. Descoberto em 1994, o local pertence ao povo Pazyryk, uma civilização arqueológica da região cita-siberiana durante a Idade do Ferro (séculos 6 a 3 a.C.) e que é famosa por seus túmulos “congelados”, que conservam em bom estado objetos orgânicos.

O povo Pazyryk utilizava diversas técnicas de dissecação no processo de mumificação, que iam das mais simples às mais elaboradas. Esse conhecimento proporcionava a eles uma compreensão detalhada da estrutura do corpo humano e de seus órgãos internos.

Os pesquisadores acreditam que a tradição da mumificação contribuiu para o desenvolvimento da cirurgia feita na mulher encontrada pelas escavações.

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