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Cirurgiões transplantam pulmão de porco em humano com morte cerebral pela primeira vez

Vinte e quatro horas após a cirurgia, o pulmão começou a acumular líquido e mostrou sinais de lesão

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Cirurgiões chineses realizaram o primeiro transplante de pulmão de porco em humano com morte cerebral.
  • O órgão permaneceu viável por nove dias, sem rejeição imediata ou infecção.
  • Foram necessárias seis alterações genéticas no pulmão para reduzir a rejeição imunológica.
  • O estudo aponta a necessidade de melhorias em imunossupressores e estratégias de preservação para viabilidade a longo prazo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O xenotransplante se tornou uma área de pesquisa em alta nos últimos anos Divulgação/Lucia Macedo/Unsplash

Cirurgiões chineses realizaram pela primeira vez um transplante de pulmão de porco geneticamente modificado em um ser humano com morte cerebral. O órgão permaneceu viável e funcional por nove dias, sem sinais de rejeição imediata ou infecção, segundo artigo publicado na revista Nature Medicine. O receptor foi um homem de 39 anos que sofreu morte cerebral após um quadro de hemorragia.

O estudo representa um marco no campo do xenotransplante, técnica que busca usar órgãos de animais para suprir a escassez global de órgãos humanos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, apenas 10% da demanda mundial por transplantes é atendida.


Os pesquisadores utilizaram um pulmão de porco da raça Bama Xiang, modificado com seis alterações genéticas para reduzir a rejeição imunológica. O órgão foi implantado como substituto do pulmão esquerdo do receptor. Durante o monitoramento de 216 horas, não houve rejeição hiperaguda, resposta imunológica que poderia destruir o enxerto em poucas horas. Ainda assim, o transplante apresentou complicações.

Leia mais:

Vinte e quatro horas após a cirurgia, o pulmão começou a acumular líquido e mostrou sinais de lesão semelhantes à disfunção primária do enxerto.


Nos dias seguintes, mesmo com o uso de um regime forte de imunossupressores, o órgão foi atacado por anticorpos. Houve danos significativos, embora com recuperação parcial observada no nono dia.

A equipe responsável pelo estudo reconheceu os limites do procedimento. No artigo, os cientistas afirmam que ainda são necessários ajustes em imunossupressores, nas modificações genéticas dos porcos e em estratégias de preservação do órgão. O objetivo é testar a viabilidade de longo prazo em futuros ensaios.


O xenotransplante é uma área de pesquisa em expansão. Já foram feitos transplantes experimentais de coração, rins e fígado de porcos geneticamente modificados em receptores humanos, com resultados variados. Em alguns casos, órgãos de porco funcionaram por meses em pacientes vivos.

Enquanto novas técnicas avançam, pesquisadores também investigam alternativas, como o uso de células-tronco para remodelar órgãos humanos danificados ou o cultivo de órgãos humanizados em animais. Outra linha de estudo busca tornar utilizáveis pulmões humanos inicialmente descartados para transplante.

Perguntas e Respostas

 

Qual foi a primeira experiência realizada por cirurgiões chineses em relação a transplantes?

 

Cirurgiões chineses realizaram pela primeira vez um transplante de pulmão de porco geneticamente modificado em um ser humano com morte cerebral. O órgão permaneceu viável e funcional por nove dias, sem sinais de rejeição imediata ou infecção.

 

Quem foi o receptor do transplante e qual foi a sua condição?

 

O receptor foi um homem de 39 anos que sofreu morte cerebral após um quadro de hemorragia.

 

Qual é a importância deste transplante no campo do xenotransplante?

 

Este estudo representa um marco no campo do xenotransplante, que busca usar órgãos de animais para suprir a escassez global de órgãos humanos. Atualmente, apenas 10% da demanda mundial por transplantes é atendida, segundo a Organização Mundial da Saúde.

 

Que tipo de pulmão foi utilizado e quais modificações foram feitas?

 

Foi utilizado um pulmão de porco da raça Bama Xiang, modificado com seis alterações genéticas para reduzir a rejeição imunológica. O órgão foi implantado como substituto do pulmão esquerdo do receptor.

 

O que aconteceu durante o monitoramento do transplante?

 

Durante o monitoramento de 216 horas, não houve rejeição hiperaguda, que poderia destruir o enxerto rapidamente. No entanto, 24 horas após a cirurgia, o pulmão começou a acumular líquido e apresentou sinais de lesão semelhantes à disfunção primária do enxerto.

 

Quais complicações foram observadas após o transplante?

 

Nos dias seguintes, mesmo com o uso de um regime forte de imunossupressores, o órgão foi atacado por anticorpos, resultando em danos significativos, embora uma recuperação parcial tenha sido observada no nono dia.

 

Quais são os próximos passos sugeridos pelos pesquisadores?

 

A equipe responsável pelo estudo reconheceu os limites do procedimento e afirmou que ainda são necessários ajustes em imunossupressores, nas modificações genéticas dos porcos e em estratégias de preservação do órgão. O objetivo é testar a viabilidade de longo prazo em futuros ensaios.

 

Que outras experiências de xenotransplante foram realizadas anteriormente?

 

Já foram feitos transplantes experimentais de coração, rins e fígado de porcos geneticamente modificados em receptores humanos, com resultados variados. Em alguns casos, órgãos de porco funcionaram por meses em pacientes vivos.

 

Quais alternativas estão sendo investigadas além do xenotransplante?

 

Pesquisadores estão investigando alternativas como o uso de células-tronco para remodelar órgãos humanos danificados ou o cultivo de órgãos humanizados em animais. Outra linha de estudo busca tornar utilizáveis pulmões humanos inicialmente descartados para transplante.

 

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