Internacional Citando Bolívia, Elon Musk defende patrocínio a golpes de Estado

Citando Bolívia, Elon Musk defende patrocínio a golpes de Estado

Bilionário respondia a post de seguidor sobre a saída de Evo Morales do poder após a eleição de 2019, falando em golpe patrocinado pelos EUA

Elon Musk defendeu golpes de Estado no Twitter

Elon Musk defendeu golpes de Estado no Twitter

Aly Song / Reuters - 27.7.2020

O bilionário sul-africano Elon Musk, dono da Tesla e da SpaceX, causou controvérsia no Twitter durante o fim de semana, ao dizer "Vamos dar golpes (de Estado) em quem quisermos! Lide com isso".

Ele respondia ao questionamento de um seguidor que o provocou sobre a deposição do presidente boliviano Evo Morales, em novembro do ano passado. A Bolívia tem uma grande parte das reservas mundiais de lítio, minério essencial para as baterias dos carros elétricos fabricados pela Tesla. O tuíte foi apagado horas depois.

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Interesse no lítio

O internauta fez um post dizendo que a saída de Evo teria sido patrocinada pelo governo dos EUA e seria do interesse de Musk. O deserto de sal de Uyuni, no sul da Bolívia, teria mais de 70% do lítio do mundo, segundo o governo local.

Mais tarde, Musk chegou a dizer que sua empresa compra o lítio da Austrália, mas outros seguidores contestaram lembrando que a liberação das reservas bolivianas após o golpe faria cair o preço internacional do minério, o que mostraria um interesse do bilionário, mesmo que indireto, na Bolívia.

Com um patrimônio avaliado em US$ 74 bilhões (cerca de R$ 380 bilhões), Musk é considerado o quinto homem mais rico do mundo segundo a revista Forbes. A riqueza pessoal dele corresponde a quase o dobro do PIB da Bolívia em 2019, de US$ 40 bilhões (cerca de R$ 205 bilhões),

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