Internacional Colômbia: Médicos Sem Fronteiras alertam sobre crise humanitária

Colômbia: Médicos Sem Fronteiras alertam sobre crise humanitária

Aumento dos combates entre grupos armados leva a região sul do país a um dos seus piores índices de violência em 20 anos

Agência EFE
Região sul da Colômbia enfrenta uma das piores crises humanitárias dos últimos 20 anos

Região sul da Colômbia enfrenta uma das piores crises humanitárias dos últimos 20 anos

Divulgação/Médicos Sem Fronteiras

A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) lançou um alerta nesta terça-feira (24) sobre a situação da população do triângulo de Telembí, no sul da Colômbia, devido o aumento da violência e dos combates entre grupos armados.

"Vive uma das suas piores crises humanitárias nos últimos 20 anos", indicou a organização, por meio de comunicado.

A região a que se refere a MSF abrange os municípios de Barbacoas, Magüi Payán, Roberto Payán e Tumaco, ficando localizada perto da fronteira com o Equador.

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De acordo com estimativas do Médico Sem Fronteiras, foram deslocadas cerca de 21.106 pessoas no primeiro semestre deste ano, enquanto outras 6 mil precisaram ficar confinadas em suas casas.

Os dados obtidos pela organização indicam que, quase um quarto da população local tenha sido obrigada a deixar suas casas.

Nas regiões que receberam esse contingente de pessoas, a MSF verificou condições de vida precárias, com muitas não tendo acesso à água, alimentos e medicamentos.

Além disso, mulheres grávidas e outros pacientes com doenças crônicas não podem ir ao hospital para exames habituais, enquanto crianças ficam privadas de vacinação.

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O cenário de risco surge depois dos combates ocorridos entre 12 e 13 de julho deste ano, envolvendo o Exército da Colômbia e facções dissidentes da antiga guerrilha armada das FARC.

As forças de segurança do país tentaram fazer os deslocados voltarem para casa, além disso, houve ameaças contra lideranças e autoridades pelos grupos armados e assassinatos, conforme lembra a MSF.

Nesta região, há presença de várias dissidências da FARC, sobretudo, da Coluna Móvel Franco Benavides, também conhecida como Frente 30, da guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN), além do Clã do Golfo, considerado o maior grupo criminoso do país.

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