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Com leitura de acusações, termina 1º dia do julgamento de Kirchner

Ministério Público Federal acusou ex-presidente e atual senadora de chefiar associação criminosa que se apoderava de milhões junto com marido

Internacional|Da EFE

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Cristina Kirchner é julgada por processo de corrupção
Cristina Kirchner é julgada por processo de corrupção

O primeiro dia do julgamento da ex-presidente da Argentina e atual senadora Cristina Kirchner, nesta terça-feira (21), foi concluído após a leitura de acusações, e será retomado na próxima segunda-feira (27).

Pouco depois das 15h (horário local e em Brasília), Cristina deixou a sede do tribunal federal de Buenos Aires em meio ao apoio de simpatizantes que a aguardavam do lado de fora nas três horas em que durou a audiência, marcada também por um forte esquema de segurança.

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Além da senadora e o advogado Carlos Beraldi, estiveram presentes ao julgamento o empresário Lázaro Báez, o ex-ministro de Planejamento Julio de Vido e o ex-secretário de Obras Públicas José López, entre outros envolvidos no caso.

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O Ministério Público Federal apontou que tanto Cristina como seu falecido marido e antecessor na presidência, Néstor Kirchner, foram "chefes" de uma "associação criminosa" destinada a se apoderar "de milionários recursos públicos" através da concessão de obras públicas às empresas de Báez durante os mandatos de ambos na província de Santa Cruz.

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Na leitura de acusações, foi ressaltado que no processo é investigada a suposta "divisão de papéis definidos e estratégicos" dentro e fora da estrutura do Estado e sustentado "ininterruptamente" ao longo mais de 12 anos, visando "múltiplos crimes" com o fim de "substrair e depois se apoderar ilegítimamente e de forma deliberada de milionários recursos públicos".

"Essa associação criminosa funcionou de forma estável e permanente dentro da estrutura administrativa estatal e através da instauração de uma engenharia societária criada e ampliada para os fins procurados", leu o secretário do tribunal ao começo da audiência.

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Embora a ex-presidente não tenha falado publicamente, de manhã, no Twitter, ela disse que o julgamento - que deve durar um ano, com 13 acusados e mais de 160 testemunhas - é um "novo ato de perseguição" com o qual se busca montar uma "cortina de fumaça" em meio à crise econômica do país, e negou as acusações.

"Claramente não se trata de fazer justiça. Só de armar uma nova cortina de fumaça que pretende distrair os argentinos e as argentinas - cada vez com menos sucesso - da dramática situação vivida por nosso país e nosso povo", afirmou.

Como espectadores no tribunal e em apoio a Cristina, estavam presentes a presidente das Avós da Praça de Maio, Estela de Carlotto, as mães da Praça de Maio Taty Almeida e Hebe de Bonafini e o sindicalista Hugo Yasky.

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