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Cometa 3I/Atlas fica mais verde e brilhante ao se aproximar da Terra

Novas imagens mostram aumento da atividade após passar próximo ao Sol

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O cometa 3I/Atlas ficou mais verde e brilhante após passar próximo ao Sol.
  • Aumento da atividade sugere novas liberações de material nas próximas semanas.
  • Coloração esverdeada é devido à presença de carbono diatômico, comum em cometas ativos.
  • Cometa alcançará sua menor distância da Terra em 19 de dezembro, a cerca de 270 milhões de quilômetros.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Coloração esverdeada do cometa 3I/Atlas chamou a atenção dos cientistas Gemini North/NSF NOIRLab

Novas imagens de telescópio confirmam que o cometa interestelar 3I/Atlas ficou mais brilhante e apresentou uma coloração mais verde desde que passou próximo ao Sol, no fim de outubro.

O aumento da atividade sugere a possibilidade de novas liberações de material do cometa nas próximas semanas, à medida que o objeto segue em direção ao seu encontro mais próximo com a Terra.


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Os registros foram feitos em 26 de novembro pelo telescópio Gemini North, instalado no topo do vulcão adormecido Mauna Kea, no Havaí. As imagens mostram o cometa em uma de suas fases mais ativas até agora, com uma atmosfera difusa, conhecida como coma, envolvendo o núcleo e uma longa cauda luminosa se estendendo pelo espaço.


Segundo pesquisadores da Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos (NSF), o aquecimento causado pela intensa radiação solar fez com que o gelo do cometa sublimasse, liberando grandes quantidades de poeira e gases. Esse processo é responsável pelo brilho crescente observado nos últimos registros.


A coloração esverdeada chamou a atenção dos cientistas após análises feitas com filtros vermelho, laranja, azul e verde. Os dados indicam que o cometa está emitindo muito mais luz verde do que alguns meses atrás.


De acordo com a NSF NOIRLab, a tonalidade verde é explicada pela presença de carbono diatômico, uma molécula formada por dois átomos de carbono que emite luz nessa faixa do espectro quando provocada pela radiação solar. Esse fenômeno é comum em cometas do Sistema Solar quando se tornam mais ativos.

Apesar disso, os cientistas destacam que o comportamento de 3I/Atlas é particularmente interessante porque ele apresentava uma aparência mais avermelhada quando foi observado pela primeira vez, no fim de agosto, antes de sua passar próximo ao Sol. A mudança indica que novas moléculas estão sendo liberadas à medida que o objeto aquece.

O cometa deve atingir sua menor distância da Terra em 19 de dezembro, quando passará a cerca de 270 milhões de quilômetros do planeta. Embora essa distância seja considerada segura, os pesquisadores afirmam que ainda podem ocorrer novas surpresas, como explosões repentinas de atividade.

Especialistas alertam que muitos cometas apresentam reações tardias ao calor solar. O tempo necessário para que o aquecimento penetre no interior do núcleo pode provocar a evaporação de novos compostos ou desencadear eventos súbitos de liberação de material.

Descoberto no fim de junho, 3I/Atlas é apenas o terceiro objeto interestelar já identificado, depois de 1I/‘Oumuamua e 2I/Borisov. Ele atravessa o Sistema Solar a cerca de 210 mil quilômetros por hora, seguindo uma órbita hiperbólica que não permitirá seu retorno.

Astrônomos acreditam que esse seja o maior e possivelmente o mais antigo visitante interestelar já observado. Apesar de especulações virais nas redes sociais, a comunidade científica concorda que se trata de um cometa natural, e não de tecnologia artificial.

Dezenas de observatórios e sondas espaciais acompanham o objeto para entender melhor seu tamanho, composição, trajetória e origem. O estudo detalhado do 3I/Atlas pode ajudar a revelar informações inéditas sobre regiões pouco conhecidas da galáxia e sobre a formação dos primeiros sistemas estelares da Via Láctea.

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