Internacional Comissão decide sobre retorno da caça de baleias após 32 anos

Comissão decide sobre retorno da caça de baleias após 32 anos

O Japão, país interessado no retorno, afirma que população do animal já se recuperou. Santuário internacional para animal foi vetado

Caça Baleias

Caça aborígene foi renovada

Caça aborígene foi renovada

Fiona Goodall/Getty Images - 14.3.2017

A votação que pode trazer o retorno da caça comercial das baleias foi adiada para a próxima sexta-feira (14) na reunião anual da Comissão Baleeira Internacional, que se realiza em Florianópolis (SC).

Hoje, a moratória da caça foi mantida por 40 votos a favor, 27 contra e 4 abstenções. Segundo o documento, a verba da Comissão será direcionada completamente para a preservação das baleias, ao invés da caça. 

O Japão é um dos países mais interessados no retorno da caça, mas precisa de 75% do apoio dos outros países que fazem parte da comissão.

A proibição da caça às baleias existe há pelo menos 32 anos.

O Japão é um dos poucos países, junto com a Noruega e a Islândia, que continuam a caçar os mamíferos oceânicos usando uma brecha que permite a "caça científica à baleia", onde as carcaças são examinadas antes de a carne ser vendida para consumo.

Tóquio argumenta que os números da população dos maiores mamíferos do mundo se recuperaram e defende um projeto de "caça sustentável".

O Japão enfrenta forte oposição de países como a Austrália e grupos ambientalistas. Para os defensores dos animais, qualquer retorno à caça comercial pode fazer com que as baleias voltem a enfrentar risco de extinção.

A Comissão já se manifestou sobre a caça aborígene e decidiu expandir os limites para as populações nativas. 

O encontro da Comissão Baleeira Internacional acaba nesta sexta-feira (14), mas alguma conclusão referente à questão da caça comercial ainda na quinta.

Santuário no Atlântico foi vetado

O Brasil, que é o país anfitrião do evento, aproveitou esse momento para propor a construção de um santuário de baleias no Atlântico Sul.

Esse projeto, que tem sido apresentado constantemente desde 1999, mais uma vez foi rejeitado com o apoio dos países que tentam legalizar a caça.

A proposta apresentada pela Argentina, Brasil, Gabão, África do Sul e Uruguai, visava fornecer uma abordagem abrangente para a conservação de cetáceos, envolvendo a gestão de todas as ameaças às baleias na região, para além da caça às baleias.

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