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Como a Rússia usa jogos online e redes sociais para recrutar adolescentes ucranianos

Serviço de Segurança da Ucrânia acusa a inteligência russa de oferecer dinheiro a jovens em troca de ataques terroristas

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Ucrânia acusa a Rússia de recrutar 240 adolescentes para sabotagens utilizando jogos online e redes sociais.
  • Jovens são abordados com ofertas de dinheiro, como US$ 2 mil para colocar bombas em veículos militares.
  • Estratégia russa explora vulnerabilidade de adolescentes em busca de emprego, visando contatar até crianças.
  • Telegram afirma que incitações à violência são proibidas, enquanto a Rússia acusa a Ucrânia de ações semelhantes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Jovens buscando emprego na internet são um dos principais alvos Reprodução/Record News

A Ucrânia acusa a Rússia de recrutar cerca de 240 menores de idade para serviços de sabotagem nos últimos dois anos. Segundo o serviço de segurança ucraniano, a inteligência russa usa jogos online e redes sociais, como Telegram e TikTok, para oferecer dinheiro aos adolescentes, em troca de ataques terroristas.

Em entrevista à emissora britânica BBC, um jovem ucraniano contou que recebeu uma proposta de US$ 2 mil (aproximadamente R$ 10,7 mil), por meio do Telegram, para colocar uma bomba em um veículo militar.


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O adolescente viajou 800 km para cumprir a missão, mas foi detido por autoridades da Ucrânia, que estavam monitorando seus movimentos. O serviço incluía colocar um celular na van para que os russos pudessem ativar a bomba à distância, quando um militar chegasse.

A estratégia russa seria usar a internet como campo de recrutamento, explorando a vulnerabilidade de adolescentes para executar uma série de tarefas em troca de transferência bancária ou criptomoedas. Um dos alvos são jovens buscando emprego na internet, mas, segundo o SBU (Serviço de Segurança da Ucrânia), eles também tentam contatar crianças.


De acordo com a BBC, que se infiltrou em grupos de recrutamento no Telegram, os valores variam de US$ 1.500 (cerca de R$ 8 mil) para incendiar uma agência dos correios e US$ 3.000 (R$ 16,3 mil) para vandalizar um banco.

Quando a emissora contatou o Telegram, a empresa afirmou que “incitações à violência ou à destruição de propriedade são expressamente proibidas” na rede social e que esse tipo de conteúdo é removido imediatamente assim que detectado. Já a Embaixada da Rússia em Londres acusou a Ucrânia de esquema sabotagem semelhante.

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