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Como é a base aérea subterrânea do Irã que esconde e protege caças e drones em montanhas

Instalação foi projetada para permitir que o país mantenha capacidade de reação mesmo após bombardeios inimigos

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Irã revelou base aérea subterrânea "Eagle 44", projetada para proteger caças e drones de ataques inimigos.
  • A instalação, localizada em Hormozgan, pode abrigar aeronaves e inclui centros de comando e manutenção.
  • A construção foi feita para aumentar a sobrevivência da força aérea iraniana em caso de guerra, permitindo um "segundo ataque".
  • A estrutura, baseada em tradições de engenharia subterrânea, não é invulnerável, pois aviões precisam de uma pista externa para decolagem.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Irã esconde caças dentro de montanhas em base aérea subterrânea Iranian Army/WANA (West Asia News Agency)

Em 2023, o Irã revelou uma base aérea subterrânea capaz de esconder e operar caças e drones dentro de montanhas, em uma estrutura projetada para resistir a ataques de inimigos como Estados Unidos e Israel. Batizada de “Eagle 44”, a instalação está localizada a centenas de metros de profundidade e foi construída para proteger aeronaves e manter operações militares mesmo em meio a bombardeios.

Segundo a agência estatal iraniana e a Reuters, a base é grande o suficiente para abrigar caças e drones equipados com mísseis de de longo alcance. O local inclui depósitos de combustível, centros de comando e hangares de manutenção conectados por túneis amplos, por onde aeronaves podem circular antes de decolar.


Embora o Irã não tenha divulgado a localização exata da instalação, analistas de inteligência aberta apontam que a estrutura estaria na província de Hormozgan, no sul do país, relativamente próxima ao estratégico Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.

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Capacidade de reação

A lógica por trás da construção é aumentar a sobrevivência da força aérea iraniana em caso de guerra. Com aviões antigos herdados da era anterior à Revolução Islâmica, como o Grumman F-14 Tomcat e o McDonnell Douglas F-4 Phantom II, o país busca evitar que suas aeronaves sejam destruídas ainda nas primeiras horas de um conflito.


Enterrados dentro da montanha, os caças podem ser reabastecidos, armados e lançados por saídas subterrâneas depois que a primeira onda de ataques inimigos passar. A estratégia permitiria ao Irã realizar um “segundo ataque” mesmo após bombardeios iniciais.

Conhecimento milenar

A construção também aproveita uma tradição milenar de engenharia subterrânea na região. Há cerca de três mil anos, os persas desenvolveram os Qanat, canais escavados no subsolo para transportar água por longas distâncias. Esse conhecimento de escavação teria sido adaptado para criar túneis militares reforçados com concreto e proteções contra explosões.


Especialistas também apontam que a base pode ter sido projetada pensando em aeronaves mais modernas que o Irã pretende operar, como o caça russo Sukhoi Su-35, que seria capaz de enfrentar adversários mais avançados.

Mesmo assim, a estrutura não é invulnerável. Apesar de os aviões estarem protegidos no interior da montanha, eles precisam sair para uma pista externa para decolar, um ponto considerado vulnerável caso seja atingido por bombardeios.

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