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Como está Fukushima hoje, 15 anos após tragédia nuclear?

Terremoto de magnitude 9 foi o mais intenso já registrado no país

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Em 11 de março de 2011, um terremoto de magnitude 9 atingiu a costa de Fukushima, resultando em 18,5 mil mortes e devastação significativa.
  • O tsunami subsequente causou a falha nos sistemas de resfriamento da usina nuclear de Fukushima, levando a explosões e à retirada de 150 mil moradores.
  • Após 15 anos, áreas ao redor da usina continuam fechadas devido à contaminação, e a limpeza prevista deve levar cerca de 30 anos.
  • O Japão está reavaliando seu uso de energia nuclear, com planos de reiniciar usinas e aumentar a participação da energia nuclear na matriz energética até 2040.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Equipamentos de usina nuclear de Fukushima explodiram após terremoto Reprodução/YouTube/Record Japan

Há exatos 15 anos, um terremoto de magnitude 9 na escala Richter, o mais intenso já registrado no Japão, atingiu a costa da região de Fukushima. As estruturas construídas para proteger o litoral de tsunamis não conseguiram conter a força do mar: ondas que chegaram a cerca de 15 metros invadiram cidades inteiras. Ao todo, cerca de 18,5 mil pessoas morreram. Muitas das vítimas foram surpreendidas pela água enquanto tentavam deixar a área de carro.

A tragédia também atingiu a usina nuclear de Fukushima Daiichi Nuclear Power Plant. Com a inundação provocada pelo tsunami, o resfriamento dos reatores parou de funcionar. Sem controle de temperatura, os equipamentos superaqueceram e explodiram.


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Aproximadamente 150 mil moradores tiveram que abandonar suas casas por conta do risco de contaminação.

Após o desastre, foi iniciado um processo de descontaminação. A medida encabeçada pelo governo japonês permitiu que algumas áreas voltassem a ser habitadas novamente.


Cidades como Naraha e Tomioka foram parcialmente reabertas. Já Futaba foi a última entre os 11 distritos afetados a ter a ordem de retirada suspensa, ainda que com restrições. Cerca de 10% dos moradores decidiram voltar.

As autoridades estimam que a limpeza completa da região leve cerca de 30 anos.


Água contaminada

A Tokyo Electric Power Company, responsável pela usina, afirma que desde o acidente utiliza água para resfriar os reatores danificados. Mais de mil reservatórios cheios tratados foram lançados gradualmente pelo governo japonês a partir de agosto de 2023 no Oceano Pacífico.

A ação, no entanto, não foi bem recebida pelos países vizinhos. A China, por exemplo, suspendeu a importação de frutos do mar do Japão. Já a a Coreia do Sul reduziu suas compras.


Os materiais radioativos separados da água são guardados em recipientes de concreto, que a empresa pretende transferir para uma instalação em uma área elevada.

Em contato com o corpo, os materiais representam riscos para a saúde humana, e podem levar à infertilidade ou casos de câncer.

Japão reativa usina nuclear

Em janeiro deste ano, o Japão reativou a usina nuclear de Fukushima. A medida, segundo o governo japonês, é uma estratégia para reduzir a dependência energética de outros países.

Até o momento, apenas um dos sete reatores da usina de Kashiwazaki-Kariwa voltou a funcionar.

Moradores chegaram a ser contra retomada, sob a alegação de que a operadora é a mesma que administrava Fukushima.

Atualmente, o país conta com 33 reatores, sendo que 15 estão em funcionamento.

Além disso, Tóquio ampliou medidas de proteção contra tsunamis. Como parte disso, um sistema de barreiras costeiras foi construído ao longo do litoral.

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