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Como jogo de RPG ajuda ciência a entender se IA e humanos podem trabalhar juntos

Pesquisa usa partidas de Dungeons & Dragons para testar cooperação, decisões e limites de modelos de inteligência artificial

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Pesquisadores utilizam Dungeons & Dragons para estudar colaboração entre humanos e IA.
  • O jogo exige habilidades essenciais como planejamento, memória e comunicação, ajudando a simular ambientes de trabalho real.
  • Agentes de IA desempenham papéis variados, permitindo a análise de suas decisões em cenários complexos.
  • Resultados sugerem que simulações podem ser aplicadas em áreas como negociações e estratégias empresariais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Dungeons and Dragons é um popular jogo de RPG Pexels/Stephen Hardy

Um jogo clássico de RPG de mesa, o Dungeons & Dragons, está ajudando cientistas a investigar até que ponto humanos e inteligências artificiais podem atuar em conjunto em tarefas complexas. Segundo o estudo “Setting the DC: Tool-Grounded D&D Simulations to Test LLM Agents”, pesquisadores das universidades da Califórnia em San Diego e da Pensilvânia criaram um simulador que usa partidas do jogo como laboratório para analisar o comportamento de modelos de IA

De acordo com a pesquisa, o D&D vai muito além do entretenimento. O jogo exige planejamento de longo prazo, memória, comunicação entre membros de um grupo e respeito rígido a regras, as mesmas habilidades consideradas essenciais para que humanos e sistemas de inteligência artificial consigam trabalhar lado a lado no mundo real.


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No experimento, agentes de IA assumem diferentes papéis dentro da partida, como jogadores, monstros e até o “Dungeon Master”, responsável por aplicar as regras e conduzir o jogo. Todas as ações são executadas por meio de comandos validados por um sistema automático, o que permite identificar quando a IA toma decisões corretas e quando falha, como tentar atacar alvos fora de alcance ou ignorar o estado real do jogo

Os pesquisadores avaliaram o desempenho dos modelos a partir de seis critérios, incluindo qualidade da atuação no papel assumido, eficiência das ações, respeito às regras e capacidade de coordenação em equipe. Em dezenas de cenários idênticos, modelos mais avançados apresentaram maior consistência e cooperação, enquanto outros mostraram queda de desempenho conforme a partida se tornava mais longa e complexa.


Segundo os autores, o formato do RPG cria um ambiente próximo a situações reais de trabalho, nas quais decisões precisam ser tomadas com informação incompleta, sob pressão e em colaboração com outros agentes. Por isso, o jogo funciona como um teste prático para entender os limites atuais da inteligência artificial em contextos coletivos

O estudo conclui que esse tipo de simulação pode ser expandido para além dos jogos. A mesma lógica poderia ser aplicada, no futuro, a áreas como negociações, estratégias empresariais e até simulações jurídicas, ajudando a definir como humanos e IA podem dividir responsabilidades de forma mais eficiente e segura

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