Como nova era da guerra com drones cria um novo nível de risco para civis
Crescimento do uso dessas artefatos pode ser visto principalmente na Ucrânia
Internacional|Do R7
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

As guerras deflagradas nos últimos anos têm marcado a chegada de uma nova fase nos conflitos armados: a dos drones.
Essas aeronaves não tripuladas, muitas vezes equipadas com explosivos, têm custo significativamente menor do que mísseis balísticos ou de cruzeiro, fazendo com que sejam lançados em grande quantidade. A estratégia aumenta a pressão sobre os sistemas de defesa aérea e eleva o número de interceptações necessárias.
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A destruição desses alvos, no entanto, não elimina todos os perigos. Quando drones ou mísseis são neutralizados no ar, fragmentos podem cair no solo e atingir áreas residenciais.
“Uma guerra com drones em larga escala representa um risco para os civis porque envolve mais projéteis do que se fossem apenas mísseis, gerando, inerentemente, mais detritos”, disse Molly Campbell, especialista em drones e guerra antidrone do Centro para uma Nova Segurança Americana, em entrevista ao site Business Insider.
O crescimento do uso dessas artefatos pode ser visto principalmente na Ucrânia. Segundo autoridades do país, a Rússia vem realizado ataques mensais com milhares de drones do tipo Geran, inspirados nos modelos Shahed produzidos pelo Irã. Cada um pode transportar uma ogiva de até 50 quilos.
Interceptá-los sobre regiões habitadas também aumenta o risco de que partes do equipamento caiam em áreas povoadas.
Para diminuir os riscos, as forças armadas investem em sistemas modernos de defesa aérea que possam rastrear ameaças e avaliar a trajetória dos drones, permitindo decisões mais precisas sobre quando e como realizar a interceptação.
EUA usam drones contra o Irã
A operação militar “Fúria Épica” destaca o uso inédito de drones autônomos e inteligência artificial pelos EUA contra a defesa iraniana. Inicialmente, enxames de drones LUCAS, inspirados no modelo iraniano Shahed-136, sobrevoaram o Irã, escapando dos radares adversários com sua operação a baixa altitude e ataques kamikazes. Os bombardeiros B-2 e caças F-35 complementam as ofensivas aéreas de precisão.
Aviões americanos bloqueiam sinais de satélite e interferem em dispositivos inimigos, enquanto a inteligência artificial identifica alvos estratégicos de forma eficaz.
Os ataques são reforçados por mísseis Tomahawk e PrSM, lançados de bases navais e aliadas, e bombas gravitacionais de precisão, guiadas por GPS e laser, destacando o papel crescente da tecnologia nesses conflitos.
Dado o custo elevado, ultrapassando R$ 4,6 bilhões por dia, a operação levanta preocupações nos EUA sobre a sustentabilidade financeira e a necessidade de recursos adicionais. Esta guerra redefine as táticas militares modernas, priorizando autonomia e alta tecnologia.
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