Como o abastecimento de água virou alvo da guerra no Oriente Médio
Poucos países da região dispõem do recurso, fazendo com que recorram ao mar
Internacional|Do R7
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A água potável, um dos recursos mais estratégicos do Golfo Pérsico, passou a ser afetada pela guerra no Irã após um ataque de drones do país persa danificar uma usina de dessalinização no Bahrein.
No domingo (8), o Ministério do Interior bareinita informou que o ataque provocou danos materiais à instalação. O Irã não comentou o episódio.
Anteriormente, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, atribuiu a culpa aos Estados Unidos, afirmando que o governo americano havia atingido uma usina de dessalinização iraniana na ilha de Qeshm, no Golfo.
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“Foram os EUA que estabeleceram esse precedente, não o Irã”, declarou Araghchi nas redes sociais.
Com os ataques às usinas de dessalinização, a lista de infraestruturas atingidas pelo conflito se ampliou. Na região, poucos países dispõem de recursos de água doce, fazendo com que recorram à remoção do sal da água do mar no Golfe Pérsico.
São cerca de 5 mil usinas de dessalinização abastecendo os seus sistemas hídricos. O número, aponta o The Wall Street Journal, faz com que o Oriente Médio responda por mais de 40% da capacidade mundial de indústrias que realizam o processo.
“Essas usinas de dessalinização, ainda mais do que a infraestrutura energética das monarquias do Golfo, são o seu calcanhar de Aquiles”, afirmou Hussein Ibish, pesquisador sênior do Instituto dos Estados Árabes do Golfo, um think tank de Washington, em entrevista ao The Wall Street Journal.
O Bahrein é altamente dependente das usinas de dessalinização para o abastecimento da população estimada em 1,6 milhão de habitantes. Outros países que também dependem do recurso incluem Israel, o Kuwai e a Arábia Saudita.
Presidente do Irã diz que vai cessar ataques a países do Golfo
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, se desculpou no sábado (7) pelos ataques aos países vizinhos e disse ter ordenado às forças iranianas para que ofensivas sejam realizadas apenas caso sejam atacados primeiro.
“Aqueles que consideram explorar este momento para atacar o Irã não devem se tornar fantoches do imperialismo”, disse o presidente, acrescentando que apoiar Israel ou os EUA “não é um caminho para a honra e a liberdade”.
Na mensagem, transmitida pela TV estatal iraniana, o representante também rejeitou os pedidos de rendição feitos pelo presidente americano, Donald Trump.
O republicano rebateu a fala, voltando a ameaçar o país persa. “Áreas e grupos de pessoas que não eram considerados alvos até este momento estão sob séria consideração para destruição completa e morte certa, devido ao mau comportamento do Irã”, escreveu Trump nas redes sociais.
Apesar da fala do presidente iraniano, alguns ataques foram noticiados em países do Golfo, incluindo no Catar e Emirados Árabes Unidos. Em um dos casos, um drone iraniano atingiu as proximidades do aeroporto de Dubai, o que levou à suspensão temporária dos voos.
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