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Como o Exército dos EUA usa influenciadores para resolver crise de recrutamento

Estratégia das Forças Armadas abandona TV e mira geração Z usando humor, vivências pessoais e parcerias online

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Exército dos EUA enfrenta um déficit de mais de 25 mil soldados na última década.
  • A estratégia de recrutamento agora prioriza influenciadores digitais e redes sociais, abandonando campanhas tradicionais na TV.
  • O uso de humor e histórias pessoais é central para humanizar a imagem dos militares, como exemplificado pelo sargento Tyler Butterworth.
  • Desafios éticos surgem com a monetização dos conteúdos, levando alguns soldados a doar seus ganhos para causas relacionadas à família militar.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O sargento Tyler Butterworth faz sucesso com vídeos bem-humorados Reprodução/Instagram/butterworthdasyrup

O Exército dos Estados Unidos enfrenta um dos períodos mais desafiadores na atração de novos soldados.

O déficit acumulado de recrutamento ultrapassou 25 mil pessoas ao longo dos últimos cinco anos.


Diante desse cenário, a força terrestre decidiu rever profundamente sua comunicação. A prioridade passou a ser a presença constante em redes sociais, com foco em vídeos curtos e linguagem informal, deixando em segundo plano campanhas tradicionais veiculadas na televisão.

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A nova aposta envolve influenciadores digitais. Parte deles são militares da ativa que transformaram o cotidiano na caserna em conteúdo viral; outra parte é formada por criadores civis convidados a visitar bases, participar de treinamentos e relatar a experiência aos seguidores.


Um dos nomes mais conhecidos dessa estratégia é o sargento Tyler Butterworth, que ganhou notoriedade ao produzir vídeos bem-humorados enquanto atuava como recrutador. Com milhões de seguidores, ele passou a defender que histórias pessoais têm mais impacto do que mensagens institucionais padronizadas.


Segundo militares envolvidos no projeto, o objetivo central é humanizar a farda. O humor aparece como ferramenta-chave, apresentando soldados como pessoas comuns, que erram, brincam e compartilham vivências reais, quebrando a imagem de rigidez permanente associada à carreira.


A guinada ganhou força após fracassos em campanhas milionárias. Mesmo com um orçamento de marketing bilionário, parcerias com celebridades não entregaram resultados.

Em contraste, iniciativas menores mostraram desempenho expressivo. O programa “Creative Reserve”, testado em 2025, treinou soldados para produzir conteúdo próprio. Uma ação comemorativa pelos 250 anos da instituição alcançou 40 milhões de pessoas e atraiu 72 mil novos seguidores, triplicando a média de campanhas anteriores.

A presença crescente nas redes também trouxe desafios. O TikTok, principal vitrine junto ao público jovem, é proibido em dispositivos governamentais desde 2020 por razões de segurança, levando militares a publicar conteúdos a partir de celulares pessoais, em uma área cinzenta das regras.

Além disso, surgem dilemas éticos ligados à monetização. Muitos soldados-influenciadores não recebem pagamento direto da instituição, mas podem ganhar com as plataformas. Para evitar conflitos, alguns optam por doar os valores arrecadados a organizações que apoiam famílias militares.

Ao ampliar convites a criadores civis ligados a fitness, esportes radicais e estilo de vida, o Exército aposta que relatos autênticos, baseados em experiências reais ao lado de soldados, consigam despertar interesse em jovens que, até pouco tempo atrás, não considerariam seguir carreira militar.

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