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Como o Irã pode levar a guerra para o solo americano em poucos dias

Emissora americana informou que Teerã estaria planejando ataque na Costa Oeste americana; Casa Branca nega risco

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Temores crescem sobre eventuais ataques do Irã dentro dos Estados Unidos.
  • A Casa Branca desmentiu um alerta do FBI, mas as preocupações afetaram a segurança de eventos como o Oscar.
  • Especialistas indicam que o Irã poderia usar táticas similares às da Ucrânia, com drones disparados de locais escondidos.
  • Cidades como Nova York e Chicago também são mencionadas como potenciais alvos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Irã poderia utilizar tática ucraniana contra os EUA Reprodução/X/@iribnews_irib/Reprodução/White House

Os temores de que o Irã possa realizar ataques dentro dos Estados Unidos aumentaram após a emissora ABC noticiar, na quarta-feira (11), que um alerta do FBI às autoridades da Califórnia apontava para o risco de drones atingirem a Costa Oeste. A ofensiva seria uma retaliação ao conflito entre os dois países e Israel, iniciado em 28 de fevereiro.

O alerta já foi desmentido pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. Apesar disso, uma eventual ameaça reverberou no estado americano e chegou até mesmo ao Oscar, que reforçou a segurança às vésperas da cerimônia, marcada para domingo (15).


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Com a escalada das tensões, especialistas alertam que Teerã poderia reproduzir uma tática usada pela Ucrânia na guerra contra a Rússia. A estratégia consiste em lançar drones explosivos de locais escondidos e que estejam a poucos quilômetros de seus alvos.

Ao site Daily Mail, Frank A. Rose, ex-secretário adjunto de Estado americano para Controle de Armas e assessor político do Departamento de Defesa, afirmou que a estratégia poderia envolver “células adormecidas” dentro dos EUA ou embarcações posicionadas em alto-mar capazes de direcionar drones contra infraestruturas consideradas críticas.


“Um navio com bandeira estrangeira em alto-mar já seria suficiente para lançar centenas de drones, ou até mesmo um caminhão poderia ser usado para transportá-los e realizar o ataque”, afirmou Rose. Ele acrescentou que, caso células adormecidas iranianas estivessem atuando nos EUA, a fabricação desses equipamentos não seria difícil, já que boa parte da tecnologia necessária está disponível no mercado.

“Grande parte desse equipamento pode ser comprada comercialmente e modificada com explosivos como granadas. Poderia ser montado em uma garagem e depois implantado”, disse Rose. “Não é preciso tecnologia sofisticada para criar o impacto psicológico que eles possam estar buscando.”


Já Derek Reisfield, ex-presidente da Ondas, empresa de drones e sistemas anti-drone, afirmou ao Daily Mail que os dispositivos poderiam ser transportados em partes e montados rapidamente. Isso significa que armazéns, terras agrícolas ou propriedades comerciais poderiam ser usados ​​como bases de operações perto de eventuais alvos.

Ainda segundo ele, analistas de segurança já haviam expressado preocupação com a compra de terrenos por estrangeiros perto de bases militares e infraestruturas críticas, já que poderiam fornecer pontos de acesso para vigilância ou outras atividades.


Chris Swecker, diretor assistente do FBI nos anos 2000, também destacou ao Daily Mail que o Irã poderia tentaria atacar grandes aglomerações, shoppings e eventos especiais, como o próprio Oscar.

Além da Califórnia, o alerta também gerou preocupações de que cidades como Nova York e Chicago também possam se tornar alvos potenciais. Para Swecker, o próximo passo é “corroborar a ameaça e se preparar para o pior”.

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