Confronto entre sunitas e alauitas no Líbano deixa 25 mortos em 9 dias
A população está nas ruas para pedir o fim do confronto
Internacional|Do R7

Pelo menos 25 pessoas morreram, entre eles um militar, e mais de cem ficaram feridas nos confrontos entre sunitas e alauitas que ocorrem há nove dias na cidade de Trípoli, no norte do Líbano, informaram neste sábado (22) fontes policiais. O número de feridos chega a 142, sendo 114 civis e 28 militares, segundo as fontes.
Os combates de ontem foram os mais violentos desde que começou este novo ciclo de violência na segunda maior cidade do Líbano, no último dia 13, após o assassinato de um habitante de Bab el Tebaneh, bairro de maioria sunita e simpatizante dos rebeldes sírios.
Os confrontos são entre moradores de Bab el Tebaneh e Jabal Mohsen, de predomínio alauita, facção religiosa à qual pertence o presidente da Síria, Bashar al Assad, e se estenderam a áreas próximas.
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Durante a noite, as partes combatentes chamaram a um cessar-fogo. Vereadores de Trípoli se reuniram para monitorar a evolução do caso e pediram ao exército para responder aos disparos e tomar as medidas necessárias para pôr fim ao conflito.
As forças armadas libanesas são alvo de ataques pelas duas partes, por isso pediram ao primeiro-ministro, Tamam Salam, que tome "uma decisão clara e firme" e lhes dê uma "cobertura política" para que possam agir e deter os chefes dos milicianos.
Em entrevista ao jornal "An-Nahar", o ministro de Assuntos Sociais, Rachid Derbas, revelou que foi estabelecido um plano de segurança para Trípoli, que será analisado pelo Conselho Superior de Defesa, que deve se reunir na próxima segunda-feira (24).
A violência no Líbano tem como cenário a guerra na Síria, já que a população está dividida entre partidários e opositores do regime de Bashar al Assad.















