Conheça Andriy Yermak, assessor de Zelensky envolvido em escândalo de corrupção
Ex-chefe de gabinete do presidente é suspeito de receber propinas ligadas a empresa estatal de energia nuclear
Internacional|Do R7
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Andriy Yermak deixou na sexta-feira (28) o cargo de chefe de gabinete do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, após se tornar alvo de uma operação contra corrupção conduzida por autoridades de Kiev. A renúncia ocorreu horas depois de investigadores realizarem buscas em sua casa e em seu local de trabalho como parte de uma investigação que envolve o maior escândalo de desvio de recursos revelado no país nas últimas semanas.
Yermak, de 53 anos, é advogado especializado em propriedade intelectual e produtor de cinema. Ele conheceu Zelensky em 2010, quando ambos atuavam no ambiente de produção cultural. Com a vitória do amigo na eleição de 2019, tornou-se um dos nomes de confiança do presidente. Em 2020 assumiu o cargo de chefe de gabinete - posição que ampliou sua influência em áreas estratégicas do Estado.
No posto, passou a ser visto como o número dois da estrutura de poder. Seu alcance chegou ao Parlamento, aos sistemas judicial e policial e a empresas públicas por meio de nomeações. Críticos afirmam que ele acumulou poder excessivo e controlou a política externa do país, reduzindo o acesso de ministros e assessores ao presidente.
Desde o início da invasão russa, em 2022, Yermak liderou negociações com autoridades americanas em Washington e participou de encontros recentes em Genebra com o secretário de Estado Marco Rubio. Mesmo envolvido nessas tratativas, enfrentava crescente pressão interna. Diplomatas estrangeiros o descrevem como pouco informado e exigente durante as negociações. Pesquisas locais indicam que apenas 17,5% dos ucranianos dizem confiar em seu trabalho.
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A operação deflagrada na sexta marcou o auge da crise. Zelensky confirmou a saída do assessor em um pronunciamento em vídeo no qual afirmou que reorganizará o gabinete do Executivo. O presidente disse que fará consultas sobre um substituto neste sábado.
No início do dia, Yermak havia informado no Telegram que investigadores estavam em sua residência. Ele afirmou que não apresentou resistência e permitiu acesso total ao apartamento. A busca ocorreu após semanas de pedidos de parlamentares da oposição para que ele deixasse o cargo.
Opositores no Legislativo apontam que Yermak aparece em gravações de conversas entre suspeitos envolvidos em um esquema de propina ligado à empresa estatal de energia nuclear. Nessas gravações ele é citado pelo pseudônimo ‘Ali Baba, formado pelas iniciais de seu nome e sobrenome.
O caso faz parte de um escândalo revelado no início de novembro. Os investigadores relataram a existência de um sistema criminoso que teria desviado cerca de 100 milhões de dólares do setor energético. Duas autoridades já foram destituídas desde então. Segundo uma fonte ouvida pela AFP, o esquema era operado por aliados de Zelensky.
A saída de Yermak aprofunda a crise no alto escalão e ocorre em meio a negociações que buscam encerrar a guerra. O episódio representa o maior abalo político dentro do gabinete presidencial desde o início da invasão russa.
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