Conheça o brasileiro que morreu na guerra na Ucrânia um mês antes de contrato acabar
Gustavo Mazzocato, de 25 anos, desembarcou na Ucrânia em julho de 2025 pata atuar 60ª Brigada do Exército
Internacional|Do R7
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O paranaense Gustavo Rodrigo Faria Mazzocato morreu durante a guerra na Ucrânia cerca de um mês antes do fim do contrato de experiência firmado com as forças ucranianas. A morte ocorreu durante uma missão na região de Donbass e foi confirmada no domingo (4) pelo comandante da unidade em que ele atuava, a 60ª Brigada do Exército da Ucrânia.
Natural de Curitiba, Gustavo tinha 25 anos e deixou a esposa e um filho de três anos. A família afirma que ele queria retornar ao Brasil e chegou a pedir ajuda à Embaixada brasileira poucos dias após chegar ao país europeu. Segundo relatos, ele passou a demonstrar arrependimento e medo após ser enviado à linha de frente do conflito.
O último contato com a família ocorreu na madrugada de 29 de dezembro de 2025, quando mensagens enviadas por intermédio de um oficial indicavam que o contrato estava perto do fim e que ele mantinha a expectativa de voltar ao Brasil. Desde então, não houve novas comunicações diretas até a confirmação da morte.
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Gustavo desembarcou na Ucrânia em julho de 2025. De acordo com a família, ele passou por um treinamento básico de cerca de 20 dias e foi informado de que participaria de uma missão de curta duração. Após ser enviado ao combate, ficou meses sem contato direto e atuava em uma área marcada pelo avanço das tropas russas.
Antes de se alistar, Gustavo trabalhava como administrador e também atuava como motoboy. Ele havia servido ao Exército Brasileiro em 2018. Chegou a ser aprovado em um concurso para oficial do Exército, mas desistiu para se mudar com a família para Brasília.
Inicialmente, a previsão era de que atuasse na artilharia, mas acabou sendo designado para a infantaria após chegar à zona de combate. Informações repassadas à família por outros brasileiros que atuam na região indicam que ele estava na linha de frente no momento da ofensiva russa em Donbass.
Após a confirmação da morte, a família buscou apoio junto ao consulado e à Embaixada do Brasil. Segundo os relatos, não há previsão de envio do corpo ao país. Desde junho do ano passado, o Ministério das Relações Exteriores mantém um alerta sobre o alistamento voluntário de brasileiros em forças armadas estrangeiras em contextos de guerra.
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