Conheça o porta-aviões enviado por Trump para pressionar o Irã
Nomeada em homenagem a Abraham Lincoln, embarcação será usada para monitorar o país do Oriente Médio ‘muito de perto’
Internacional|Do R7
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O porta-aviões USS Abraham Lincoln já chegou ao Oriente Médio por determinação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como uma forma de monitorar o Irã “muito de perto”.
A principal função dos porta-aviões é operar aeronaves que fazem ataques aéreos e a alvos em terra ou no mar durante operações, além de servir como uma pista de pouso e decolagem que pode se deslocar pelo mar.
O USS Abraham Lincoln opera desde 1989, sendo apontado como um dos maiores navios de guerra no mundo. Nomeado em homenagem ao 16º presidente americano, os números relacionados à embarcação impressionam. Ela pode atingir 55 quilômetros por hora, lançar até quatro aviões por minuto, transportar até 5.500 tripulantes, lançadores de mísseis e metralhadoras.
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A embarcação conta ainda com caças, destroieres de mísseis guiados e pelo menos um submarino. Entre os caças à bordo estão F-35 Lightning II e F/A-18 Super Hornet. O USS Abraham Lincoln tem capacidade para transportar até 90 aeronaves, entre aviões e helicópteros.
Já a propulsão é feita por duas usinas nucleares, que poderiam abastecer até 100 mil casas. O porta-aviões pode transportar suprimentos suficientes para operar por até 90 dias.
Desde que começou a operar, o USS Abraham Lincoln realizou missões no Oriente Médio, inclusive durante a guerra do Afeganistão após os atentados de 2001. Em 2024, prestou apoio a uma ação contra o grupo rebelde Houthi.
De acordo com a Marinha americana, a embarcação possui uma biblioteca, agência de correio e lojas para atender a tripulação. A série de atribuições faz do local uma espécie de cidade em alto-mar.
Trump avalia novo ataque contra Irã
Segundo fontes ouvidas pelo canal americano CNN, Trump vem avaliando um novo grande ataque contra o Irã após Washington e Teerã não avançarem sobre a limitação do programa nuclear e da produção de mísseis balísticos do país no Oriente Médio.
As mais recentes ameaças de Trump foram recebidas com indignação pelo governo iraniano, que promete uma resposta imediata a qualquer ação americana.
Os novos fatos ocorrem poucas semanas depois de Trump considerar uma ação militar que ele descreve como uma ajuda aos protestos nacionais no país.
As manifestações, que tiveram como estopim a crise econômica e deram origem a um movimento pela derrubada do regime islâmico, enfrentaram repressões violentas das forças de segurança. Ao menos 6.126 pessoas já morreram, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos.
Na quarta-feira (28), Trump publicou na rede Truth Social uma mensagem exigindo que o Irã volte à mesa de negociações para fechar “um acordo justo e equilibrado – sem armas nucleares”.
Ele alertou que o próximo ataque dos EUA ao país “será muito pior” do que o realizado em junho do ano passado, quando os militares americanos atacaram três instalações nucleares iranianas.
Em referência ao USS Abraham Lincoln, o presidente americano também afirmou que a frota que está sendo enviada é “maior do que a enviada à Venezuela”, que teve como resultado a captura do ditador Nicolás Maduro.
Irã adiciona mil drones ao seu arsenal
Em resposta aos EUA, o Irã anunciou, nesta quinta-feira (29), que o exército integrou ao seu arsenal um novo lote de 1.000 drones.
A agência estatal Tasnim aponta que as aeronaves entraram em serviço por ordem do oficial Amir Hatami, que diz esperar que a medida aumente “significativamente as capacidades operacionais dos quatro ramos do exército”.
O governo iraniano afirma que os drones foram desenvolvidos por especialistas do exército local e têm como base “ameaças emergentes e lições aprendidas com a guerra de 12 dias”, citando o conflito encerrado em 23 de junho de 2025 entre o país e Israel, cessado com intermediação dos Estados Unidos.
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