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Conheça o tipo de defesa descentralizada que o Irã está usando contra os EUA e Israel

Estratégia criada em 2005 teria sido baseada na análise das táticas do Ocidente

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Irã utiliza a Defesa Mosaica Descentralizada, uma estratégia criada em 2005 durante a guerra contra EUA e Israel.
  • Estratégia permite que grupos semi-independentes atuem sem depender de uma liderança centralizada.
  • A defesa foi influenciada por observações de conflitos ocidentais anteriores.
  • A estratégia vem sendo utilizada pelo Irã após a morte de Ali Khamenei.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

EUA e Israel atacaram o Irã no dia 28 de fevereiro Reprodução/X/@iribnews_irib/Reprodução/White House

O Irã está usando uma estratégia criada em 2005 durante a guerra contra os Estados Unidos e Israel.

Conhecido como Defesa Mosaica Descentralizada (DMD, na sigla em inglês), se baseia na ideia de que o “corpo” continua lutando mesmo após a morte do líder. Isso se refletiu no primeiro dia da guerra com a morte do aiatolá Ali Khamenei.


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Nesse modelo, não há uma liderança centralizada. Ao contrário disso, é propositalmente distribuída entre núcleos semi-independentes, que não dependem de novas instruções da autoridade principal para entrar em ação.

“Os bombardeios em nossa capital não comprometem nossa capacidade de conduzir a guerra. A Defesa Mosaica Descentralizada nos permite decidir quando e como o conflito terminará”, declarou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, em 1º de março, ao comentar a estratégia de defesa do país.


Plano teria surgido a partir de observações

O Irã teria criado o plano a partir de observações a conflitos anteriores do Ocidente (especialmente Estados Unidos), como os envolvendo o Afeganistão e a guerras dos Balcãs na década de 1990.

“Tivemos duas décadas para estudar as derrotas das forças armadas americanas a leste e a oeste de nós. Incorporamos as lições aprendidas”, afirmou Araghchi recentemente.


A queda de Saddam Hussein, em 2003, no Iraque, foi decisiva para a consolidação da estratégia iraniana. O regime mantinha um aparato militar altamente centralizado e, após a derrubada da liderança, toda a estrutura ruiu em poucas semanas.

Diante desse cenário, o Irã passou a concluir que o governo americano vinha apostando cada vez mais em uma lógica direta e implacável: eliminar o comando para provocar o desmoronamento do restante da organização.


Com isso em mente, o país persa decidiu dispersar sua infraestrutura nuclear por diferentes regiões do território, enterrando instalações estratégicas em profundidade no subsolo. O princípio era o mesmo: jamais oferecer ao inimigo um único alvo cuja destruição pudesse encerrar o conflito.

Já a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) foi dividida em comandos provinciais, sendo que seus comandantes têm plena autoridade tática.

Israel diz que tem planos para ao menos mais 3 semanas de guerra

Israel disse na segunda-feira (16) que tem planos para pelo menos mais três semanas de guerra.

O conflito entrou em sua terceira semana sem um fim claro à vista. Em meio a isso, está o fechamento do estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo, elevando os preços do petróleo e aumentando os temores de um novo aumento na inflação global.

No domingo (15), o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu que uma coalizão de nações ajudasse a reabrir a rota marítima vital e alertou que a aliança da Otan enfrentaria um futuro “muito ruim” se seus membros não ajudassem Washington.

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