Rússia x Ucrânia

Internacional Contrariando Putin, Rússia admite que recrutas estão na Ucrânia

Contrariando Putin, Rússia admite que recrutas estão na Ucrânia

Presidente russo ordenou punição a oficiais que desobedeceram a instruções de excluir soldados novatos da invasão

Reuters
Vladimir Putin afirmou que não havia recrutas russos em solo ucraniano

Vladimir Putin afirmou que não havia recrutas russos em solo ucraniano

EFE/EPA/MIKHAIL KLIMENTYEV / KREMLIN POOL / SPUTNIK MANDATORY CREDIT

O Ministério da Defesa da Rússia reconheceu, nesta quarta-feira (9), que alguns recrutas estão participando do conflito com a Ucrânia, após o presidente Vladimir Putin negar esse fato em vários momentos, dizendo que apenas soldados profissionais e oficiais haviam sido mobilizados.

O ministério disse que alguns recrutas, trabalhando em unidades de fornecimento, haviam sido tomados como prisioneiros pelo Exército ucraniano durante o conflito iniciado pela Rússia em 24 de fevereiro.

Citando o porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, a agência de notícias RIA afirmou que Putin ordenou aos promotores militares que investigassem e punissem oficiais que desobedeceram a suas instruções de excluir os recrutas da operação.

Algumas associações de mães de soldados na Rússia haviam expressado preocupação com a quantidade de recrutas incomunicáveis após o início do que o Kremlin chama de “operação militar especial” na Ucrânia, sugerindo que eles teriam sido enviados ao combate apesar da falta de treinamento adequado.

O Kremlin e autoridades militares haviam negado esse fato até agora. Na semana passada, o Parlamento russo passou uma lei que impõe prisão de até 15 anos a quem disseminar notícias “falsas” de maneira intencional sobre o Exército.

“Infelizmente, descobrimos vários fatos sobre a presença de recrutas em unidades participando da operação militar especial na Ucrânia. Praticamente todos esses soldados foram trazidos de volta para a Rússia”, disse o Ministério da Defesa, prometendo evitar essa situação no futuro.

Arte/R7

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