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Coreia do Norte condena dois supostos espiões de Seul à prisão perpétua

Internacional|Do R7

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(Acrescenta penúltimo e último parágrafo com a reação de Seul) Seul, 23 jun (EFE).- A Coreia do Norte anunciou nesta terça-feira a condenação à prisão perpétua de dois sul-coreanos que estavam detidos sob as acusações de espionagem e atividades subversivas. O Tribunal Central de Pyongyang, principal órgão de justiça da Coreia do Norte, ditou hoje a sentença contra Kim Kuk-gi e Choe Chun-gil, de 60 e 55 anos, respectivamente, informou a rádio estatal do país, monitorada pelo Ministério da Unificação de Seul. O regime norte-coreano tinha anunciado em meados de março a detenção dos dois sul-coreanos, que foram acusados de realizar trabalhos de espionagem por ordem dos EUA e do Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul (NIS) Os detidos foram acusados, entre outros delitos, de ter introduzido desde o exterior material informático e audiovisual com conteúdos para "difamar" os líderes da dinastia Kim, assim como de ter entregue ao NIS em Seul dados confidenciais sobre viagens do falecido Kim Jong-il durante a última década. Seul, por sua vez, os reconheceu como seus cidadãos, negou as acusações contra eles e exigiu sua libertação, embora não tenha confirmado se estão relacionados ou não com seus serviços de inteligência. A condenação à prisão perpétua dos dois sul-coreanos poderia complicar ainda mais as já difícil relação entre Norte e Sul, que há meses mantêm seus laços seriamente deteriorados pelo constante atrito política e militar. No caso de Kim Kuk-gi, a Coreia do Norte assegura que é um ex-missionário que construiu uma rede de espionagem para derrubar o regime com cerca de 30 bases de operações na cidade fronteiriça chinesa de Dandong, além de distribuir propaganda ilegal e bilhetes falsos. Quanto a Choe Chun-gil, é acusado de recopilar informação militar confidencial, incluindo dados e materiais das instalações nucleares norte-coreanas, para entregá-la a Seul e Washington, além de outros delitos como introduzir pornografia no país e tentar construir uma igreja protestante clandestina. Seul expressou seu "firme protesto" perante o que considera um castigo "excessivo" aos dois cidadãos e pediu a Pyongyang a "libertação e repatriação imediatas", em comunicado emitido pelo Ministério da Unificação. "Trata-se de uma decisão contrária às práticas internacionais e que vulnera os direitos humanos", afirmou o Ministério sul-coreano, que acrescentou que fará "todo o possível por levar para casa os detidos". EFE aaf-ahg/ff

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