Coreia do Norte admite baixas no exterior e constrói bairro para famílias de militares mortos
Kim Jong-un afirmou que a iniciativa é uma forma de homenagear os ‘mártires’
Internacional|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Coreia do Norte inaugurou um novo bairro residencial em Pyongyang destinado às famílias de soldados que morreram em “operações no exterior”. O ditador Kim Jong-un afirmou, durante discurso, que a iniciativa é uma forma de homenagear os “mártires”.
Segundo o veículo de comunicação estatal KCNA, a inauguração da Rua Saeppyol teve a presença, além de Kim, de comandantes do Ministério da Defesa Nacional e construtores e cidadãos que participaram da obra.
Nos últimos meses, o regime norte-coreano tem reforçado as homenagens às tropas no exterior. Apesar de não revelar o local exato em que os soldados morreram, a criação da Rua Saeppyol acontece no momento em que o país aprofunda o alinhamento com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, no contexto da guerra na Ucrânia.
LEIA MAIS
Militares norte-coreanos foram enviados para a Rússia, diz agência
O Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul (NIS) estima que cerca de 6 mil militares da Coreia do Norte tenham morrido ou ficado feridos durante a guerra na Ucrânia.
De acordo com o órgão, os soldados norte-coreanos são enviados para a Rússia desde setembro sob o disfarce de trabalhadores civis. Analistas citados pela NIS apontam que o deslocamento faz parte de um acordo mais amplo de cooperação entre Pyongyang e Moscou.
Em troca da mão de obra e do apoio logístico, a Coreia do Norte receberia tecnologia militar, recursos financeiros, alimentos e energia. A parceria ajuda o regime de Kim Jong-un a contornar as sanções impostas pela Organização das Nações Unidas (ONU) em razão dos programas nucleares e de mísseis balísticos.
Um grupo de monitoramento das sanções da ONU alertou em outubro do ano passado que Pyongyang poderia enviar até 40 mil trabalhadores adicionais para a Rússia, incluindo especialistas em tecnologia da informação. A expansão da presença norte-coreana no país representaria uma violação direta das restrições internacionais.
A Coreia do Norte nega oficialmente qualquer envolvimento militar na guerra da Ucrânia, mas o crescente fluxo de trabalhadores para áreas estratégicas reforça as suspeitas de que o país esteja ampliando seu papel no conflito em apoio direto aos russos.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp












