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Coreia do Norte admite baixas no exterior e constrói bairro para famílias de militares mortos

Kim Jong-un afirmou que a iniciativa é uma forma de homenagear os ‘mártires’

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Coreia do Norte inaugurou um bairro em Pyongyang para famílias de militares mortos em "operações no exterior".
  • Kim Jong-un descreveu a iniciativa como uma homenagem aos "mártires".
  • Estima-se que cerca de 6 mil militares norte-coreanos tenham sido mortos ou feridos na guerra na Ucrânia.
  • A cooperação com a Rússia pode incluir o envio de trabalhadores em troca de tecnologia militar e recursos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Kim Jong-un não mencionou se soldados norte-coreanos morreram na guerra na Ucrânia Reprodução/KCNA

A Coreia do Norte inaugurou um novo bairro residencial em Pyongyang destinado às famílias de soldados que morreram em “operações no exterior”. O ditador Kim Jong-un afirmou, durante discurso, que a iniciativa é uma forma de homenagear os “mártires”.

Segundo o veículo de comunicação estatal KCNA, a inauguração da Rua Saeppyol teve a presença, além de Kim, de comandantes do Ministério da Defesa Nacional e construtores e cidadãos que participaram da obra.


Nos últimos meses, o regime norte-coreano tem reforçado as homenagens às tropas no exterior. Apesar de não revelar o local exato em que os soldados morreram, a criação da Rua Saeppyol acontece no momento em que o país aprofunda o alinhamento com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, no contexto da guerra na Ucrânia.

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O Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul (NIS) estima que cerca de 6 mil militares da Coreia do Norte tenham morrido ou ficado feridos durante a guerra na Ucrânia.


De acordo com o órgão, os soldados norte-coreanos são enviados para a Rússia desde setembro sob o disfarce de trabalhadores civis. Analistas citados pela NIS apontam que o deslocamento faz parte de um acordo mais amplo de cooperação entre Pyongyang e Moscou.

Em troca da mão de obra e do apoio logístico, a Coreia do Norte receberia tecnologia militar, recursos financeiros, alimentos e energia. A parceria ajuda o regime de Kim Jong-un a contornar as sanções impostas pela Organização das Nações Unidas (ONU) em razão dos programas nucleares e de mísseis balísticos.


Um grupo de monitoramento das sanções da ONU alertou em outubro do ano passado que Pyongyang poderia enviar até 40 mil trabalhadores adicionais para a Rússia, incluindo especialistas em tecnologia da informação. A expansão da presença norte-coreana no país representaria uma violação direta das restrições internacionais.

A Coreia do Norte nega oficialmente qualquer envolvimento militar na guerra da Ucrânia, mas o crescente fluxo de trabalhadores para áreas estratégicas reforça as suspeitas de que o país esteja ampliando seu papel no conflito em apoio direto aos russos.

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