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Corrupção cresce no mundo e avança até sobre democracias consolidadas, aponta relatório

Índice da Transparência Internacional mostra queda histórica no combate a desvios e alerta para abalo da liderança política

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A corrupção aumenta globalmente, afetando até democracias estáveis, segundo o Índice de Percepção da Corrupção 2025 da Transparência Internacional.
  • A média global de pontuação caiu para 42, com apenas cinco países ultrapassando 80 pontos.
  • Desde 2012, 36 dos 50 países com maior queda restringiram liberdades civis, dificultando denúncias e fiscalização.
  • Protestos anticorrupção liderados pela Geração Z emergem em países de baixo desempenho, pedindo responsabilidade e integridade dos líderes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Brasil piorou sua colocação no ranking de corrupção mundial Antonio Cruz/Agência Brasil/Arquivo

A corrupção segue em alta no mundo e já atinge até democracias consideradas estáveis. O alerta aparece no Índice de Percepção da Corrupção 2025, divulgado nesta terça-feira (10) pela Transparência Internacional. O levantamento indica perda de força no combate a desvios e redução do compromisso político com a integridade pública.

Segundo o relatório, apenas cinco países alcançaram pontuação acima de 80 em uma escala de zero a 100. Há dez anos, esse grupo reunia 12 nações. A média global caiu para 42 pontos, o menor nível em mais de uma década.


O índice mostra piora em democracias tradicionais, como Estados Unidos (64), Canadá (75) e Nova Zelândia (81). Na Europa, também aparecem recuos em países como Reino Unido (70), França (66) e Suécia (80).

Outro dado chama atenção: desde 2012, 36 dos 50 países com maior queda no ranking passaram a restringir liberdades civis, como expressão, associação e manifestação. Esse ambiente dificulta denúncias e enfraquece a fiscalização do poder público.


Taxa de corrupção nos países Arte/R7

Jovens nas ruas

O relatório destaca protestos anticorrupção liderados pela Geração Z em 2025, sobretudo em países com baixo desempenho no índice. Jovens de nações como Nepal (34) e Madagascar (25) foram às ruas contra abusos de poder e falta de serviços públicos.

A Transparência Internacional avalia que a ausência de liderança firme no combate à corrupção compromete reformas e reduz a pressão por mudanças estruturais.


O presidente da organização, François Valérian, afirmou que o avanço da corrupção não representa um caminho sem volta.

“A corrupção não é inevitável. Nossa pesquisa e a experiência do movimento global de combate à corrupção mostram que existe um caminho claro para responsabilizar o poder em favor do interesse público, por meio de processos democráticos, fiscalização independente e uma sociedade civil livre e aberta”, aponta.


No documento, Valérian pede que governos e lideranças ajam com “integridade” e cumpram suas responsabilidades “em um momento de desrespeito perigoso às normas internacionais por parte de alguns Estados”.

Espaço cívico sob pressão

O estudo também aponta restrições crescentes a jornalistas, ONGs e denunciantes em países como Geórgia (50), Indonésia (34) e Peru (30). Em ambientes repressivos, autoridades corruptas encontram menos obstáculos para manter práticas ilegais.

Desde 2012, 150 jornalistas morreram ao investigar corrupção fora de zonas de conflito, quase sempre em países com altos índices de desvios.

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