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Cratera ancestral da Terra pode ser peça-chave para encontrar vida em Marte

Impacto de asteroide com mais de 1 bilhão de anos foi achado na Austrália e pode ajudar na busca por vida no planeta vermelho

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Cientistas descobriram uma cratera ancestral na Austrália, resultado de um impacto de asteroide há mais de 1 bilhão de anos.
  • A estrutura, chamada Miralga, contém os fósseis mais antigos da Terra e pode ajudar na busca por sinais de vida em Marte.
  • As rochas afetadas pelo impacto são semelhantes às de Marte, especialmente na cratera Jezero, onde o robô Perseverance está explorando.
  • Estudar como o impacto influenciou fósseis antigos é crucial para evitar confusões na investigação de vida em Marte.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pedras em formato de cone revelam impacto antigo que pode ajudar a achar vida em Marte Alec Brenner/Harvard University

Uma descoberta no remoto deserto da Austrália pode ser a chave para entender como procurar vida em Marte. Cientistas identificaram vestígios de um dos impactos de asteroide mais antigos da Terra, com mais de 1 bilhão de anos. O achado, descrito pelo geólogo Alec Brenner e colegas na revista Science Advances, também guarda alguns dos fósseis mais velhos da Terra, e pode ser a chave para entender como procurar sinais de vida em Marte.

O local da descoberta fica no chamado North Pole Dome, no noroeste australiano. Ali, entre rochas avermelhadas formadas por lava há 3,47 bilhões de anos, há fósseis de microrganismos que viviam em piscinas quentes e mares rasos. Em 2023, Brenner notou algo curioso: rochas com formato de “cones” apontando para cima, marcas conhecidas como “cones de estilhaçamento”, deixadas pela força de um impacto colossal.


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“O que vemos hoje é o fundo profundo de uma cratera que foi atingida com muita força”, explicou Brenner. O impacto, batizado de estrutura Miralga, teria acontecido entre 1,2 e 1,8 bilhão de anos atrás, deixando uma cratera estimada em 16 km de diâmetro. Com o tempo, ventos, chuvas e movimentos da crosta terrestre apagaram a cratera da superfície, mas as marcas no interior da rocha permaneceram.

O mais impressionante é que as pedras atingidas são compostas por um tipo de rocha vulcânica muito parecido com o que existe em Marte, especialmente em regiões como a cratera Jezero, explorada pelo robô Perseverance da Nasa. “Essas rochas são o melhor exemplo que temos na Terra de como era a superfície de Marte há bilhões de anos”, disse Brenner.


Entender como esse impacto afetou fósseis tão antigos pode ajudar os cientistas a não se enganarem ao procurar vida em Marte. Isso porque calor, minerais e a própria força do impacto podem “disfarçar” fósseis verdadeiros ou criar formas que parecem fósseis, mas não são.

Para especialistas, a região é o melhor análogo terrestre para entender como eram as superfícies de Marte há 3 a 4 bilhões de anos, quando o planeta teve períodos com água líquida e condições potencialmente favoráveis à vida.

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