Internacional Cresce preocupação com vacina de Oxford no Reino Unido

Cresce preocupação com vacina de Oxford no Reino Unido

Pesquisa mostra que britânicos querem se vacinar rapidamente, mas que mais pessoas acreditam em problemas com coágulos

Reuters
Problemas com coágulos reduziram confiança dos britânicos, aponta pesquisa

Problemas com coágulos reduziram confiança dos britânicos, aponta pesquisa

Flavio Lo Scalzo/Reuters

O entusiasmo britânico com a vacina de Oxford/AstraZeneca contra a covid-19 diminuiu neste mês, refletindo a crescente preocupação com as possíveis ligações do imunizante com efeitos colaterais adversos raros, embora a confiança geral nas vacinas esteja alta no Reino Unido, mostrou uma pesquisa atualizada.

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A pesquisa com quase 5.000 pessoas apontou um aumento significativo na proporção de pessoas que disseram querer ser vacinadas contra a Covid-19 o mais rápido possível, mas também revelou que quase um quarto das pessoas agora acredita que a vacina da AstraZeneca causa coágulos sanguíneos, ante 13% no mês passado.

Relatos de possíveis ligações com coágulos sanguíneos muito raros diminuíram a confiança no imunizante da AstraZeneca, que foi desenvolvido com cientistas da Universidade de Oxford e mostrou em testes ser 76% eficaz na prevenção da Covid-19 sintomática.

Mais de uma dezena de países europeus suspendeu temporariamente seu uso após relatos de coágulos sanguíneos combinados com plaquetas baixas em um número muito pequeno de pessoas que tomaram a vacina. Muitos países voltaram a usá-la, mas com algumas restrições.

"O susto do coágulo sanguíneo afetou a forma como parte do público (do Reino Unido) vê a vacina da AstraZeneca -- mas não reduziu a confiança nas vacinas em geral", disse Bobby Duffy, diretor do Instituto de Política do King's College de Londres, ue coliderou o estudo.

"A tendência tem sido em direção a um maior comprometimento com a vacinação — e rapidamente — à medida que o programa tem progredido tão bem, sem nenhum sinal de problemas graves generalizados", acrescentou.

A pesquisa no Reino Unido foi conduzida entre 1º e 16 de abril com 4.896 adultos com idades entre 18 e 75 anos.

A vacina da AstraZeneca é uma das duas em uso no Brasil contra a Covid-19, ao lado da CoronaVac.

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