Cristóvão Colombo: como é o navio que a Espanha enviará para o Chipre após ataque do Irã
Segundo Ministério de Defesa espanhol, embarcação se juntará a porta-aviões francês e outras embarcações da Marinha grega
Internacional|Do R7
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O governo da Espanha determinou o deslocamento do navio Cristóvão Colombo para o Chipre. O objetivo é reforçar a defesa aérea da ilha, membro da União Europeia, que tem sido alvo de drones iranianos desde o inicio da guerra entre o país, os Estados Unidos e Israel.
A estimativa é de que a embarcação chegue à costa do Chipre no dia 10 de março. Segundo o Ministério da Defesa espanhol, o navio se juntará ao porta-aviões francês Charles de Gaulle e outras embarcações da Marinha grega, que também fazem a proteção do local. Além disso, ele poderá apoiar a retirada de civis, se necessário.
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Como é o navio Cristóvão Colombo?
Nomeado em homenagem ao navegador espanhol que viajou pelas Américas no século 15, a embarcação, a mais moderna da Marinha Espanhola, pode atingir velocidades de até 33 quilômetros por hora e transportar uma tripulação de até 205 pessoas. O contingente pode ser ampliado com equipes especiais de guerra naval e profissionais de saúde, conforme as necessidades da missão.
Com 146,7 metros de comprimento e deslocamento de 6.391 toneladas, o navio é equipado com o sistema de combate Aegis. Entre os seus armamentos também estão mísseis SM-2, capazes de interceptar aeronaves, e ESSM.
A embarcação ainda pode operar um helicóptero multifuncional SH-60B Seahawk, além de dois canhões para defesa aproximada e um radar de vigilância de superfície.
Entre as missões já realizadas pela embarcação estão operações com os Grupos Marítimos Permanentes da Otan (Organização Do Tratado Do Atlântico Norte) e, mais recentemente, o monitoramento das atividades da Rússia no Mediterrâneo.
O deslocamento ao Chipre marca a primeira participação militar da Espanha no conflito no Oriente Médio, ainda que com caráter defensivo.
Cooperação com os EUA
A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou na quarta-feira (4) que o presidente dos EUA, Donald Trump, espera cooperação militar dos aliados europeus na campanha contra o Irã. Segundo o republicano, a Espanha teria sinalizado disposição para colaborar após pressões de Washington.
Até então, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, vinha criticando a estratégia americana no Oriente Médio, afirmando que o governo não permitiria o o uso de bases espanholas para operações contra o Irã.
Fontes do governo espanhol ouvidas pelo jornal espanhol El País apontam que a decisão de não apoiar a guerra, e consequentemente de não permitir o uso das bases espanholas de Morón e Rota, não é incompatível com o fornecimento de apoio militar ao Chipre.
Elas argumentam que apoiar a guerra configuraria um ato de agressão que viola o direito internacional, carece de base jurídica e não apresenta um objetivo claro. Já a proteção ao Chipre seria uma medida de defesa em apoio a um parceiro que solicitou ajuda diante de um ataque externo.
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