Internacional Cubano-americanos em Miami apoiam que Washington restaure relações diplomáticas com Havana

Cubano-americanos em Miami apoiam que Washington restaure relações diplomáticas com Havana

No total, 68% dos pesquisados disseram apoiar a restauração das relações entre os dois países

A grande maioria dos cubano-americanos em Miami apoiam que Washington restaure relações diplomáticas com Havana e permita as viagens sem restrições à ilha, mas se mostram divididos quanto a eliminar o embargo, segundo uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (17).

No total, 68% dos pesquisados disseram apoiar a restauração das relações entre os dois países, interrompidas desde 1961, e 32% se declararam contrários, na pesquisa do Instituto Cubano de Pesquisa da Florida Internacional University.

O apoio cresce a 90% entre os jovens, muito mais propensos a favorecer contatos próximos entre Estados Unidos e Cuba que as gerações mais velhas, que costumam defender posturas mais firmes diante do governo castrista.

Quanto às viagens à ilha de regime comunista, 69% se declararam a favor de que todas as restrições sejam levantadas, enquanto 31% foram contrários, segundo a pesquisa realizada entre fevereiro e maio passados entre mil cubano-americanos no condado de Miami-Dade, que engloba Miami e abriga a maior concentração de cubanos fora da ilha.

Atualmente, os cubano-americanos podem viajar sem problemas, mas os cidadãos americanos devem pedir autorizações especiais.

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A possibilidade de levantar o embargo econômico contra Cuba, em vigor desde 1962, provocou uma reação dividida.

De acordo com a pesquisa, 52% disseram ser contra e 48% a favor de prosseguir com a sanção, marcando a segunda vez desde 1991, quando a FIU começou a realizar estes estudos, que mais de 50% dos cubano-americanos se opõem a perpetuar as sanções.

Em 2008, 55% rejeitavam o embargo.

Na pesquisa atual, 71% estimaram que o embargo não funcionou ou não serviu muito, enquanto 295 disseram que funcionou bem ou muito bem.

Entre os pesquisados registrados para votar, 53% disseram que apoiariam candidatos que favorecessem o restabelecimento das relações com Havana, 57% os que substituíssem o embargo por apoio à atividade econômica privada e 81% os que eliminassem o embargo em troca de pressionar pelo respeito dos direitos humanos.

Outra pesquisa, publicada em fevereiro pelo centro de estudos Atlantic Council, mostrou que em nível nacional 56% dos americanos apoiam uma mudança na política dos Estados Unidos em relação a Cuba e a normalização das relações.

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