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Cúpula sobre a Líbia tem acordo para trégua e respeito a embargo

Representantes dos dois lados da guerra civil da Líbia e dos países que os apoiam se reuniram na Alemanha para buscar uma solução

Internacional|Da EFE

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Conferência na Alemanha sobre guerra da Líbia tem acordo
Conferência na Alemanha sobre guerra da Líbia tem acordo

Aliados internacionais do governo apoiado pela ONU na Líbia e as forças rebeldes lideradas pelo marechal Khalifa Hafter entraram em um acordo neste domingo (19) para encerrar a guerra civil e respeitar uma trégua iniciada há uma semana e um embargo de armas decretado pelo Conselho de Segurança.

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O pacto foi selado em uma conferência realizada em Berlim, organizada pelo governo da Alemanha e pela ONU. Estavam na reunião o presidente do Governo do Acordo Nacional da Líbia (GNA), Fayed al Serraj, apoiado pela Turquia, e Hafter, que lidera o Exército Nacional Líbio (LNA) com apoio, entre outros, da Rússia.


"Podemos dizer que a Conferência da Líbia fez uma importante contribuição aos esforços de paz da ONU", afirmou a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, em entrevista coletiva.

"Não há possibilidade para uma solução militar. Precisamos de uma solução política", completou Merkel, que conseguiu, pela primeira vez, reunir todos os atores relevantes no conflito, tanto os nacionais como os internacionais.


Primeiro passo

Apesar do otimismo, Merkel ressaltou que sabe que o acordo não resolve todos os problemas do país. Para a chanceler, o resultado da reunião de hoje é um impulso para fazer as partes em conflito buscarem uma solução diplomática para a crise.

?Não me deixo iludir, será um caminho difícil", completou a chanceler da Alemanha.


Merkel destacou que o embargo de armas deve ser fortemente fiscalizado para que seja efetivo. Agora, para que o acordo firmado hoje tenha validade internacional, ele será levado ao Conselho de Segurança da ONU.

Autonomia para os líbios

O documento aposta no estabelecimento de uma trégua "duradoura e verificável", além de pedir que todos os atores envolvidos cumpram o embargo de armas e não contribuam para uma escalada do conflito na Líbia.


O texto defende que uma solução para a crise só pode passar por um processo político que seja controlado e liderado pelos líbios. O acordo também quer que a unidade territorial e a soberania nacional da Líbia sejam mantidos.

Presença dos envolvidos

A conferência teve o mérito de reunir, pela primeira vez, todos os atores nacionais e internacionais envolvidos no conflito da Líbia, em especial porque a Alemanha é um mediador sem grandes interesses diretos no país.

Estiveram presentes os presidentes da França, Emmanuel Macron, da Rússia, Vladimir Putin, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e do Egito, Abdul Fatah al Sisi. Também viajaram a Berlim os primeiros-ministros do Reino Unido, Boris Johnson, e da Itália, Giuseppe Conte. Os Estados Unidos foram representados pelo secretário de Estado, Mike Pompeo.

Hafter conta com apoio militar de Rússia, Arábia Saudita, Egito e Emirados Árabes Unidos. França e EUA respaldam o general politicamente. Já Al Serraj é politicamente e financeiramente apoiado por União Europeia (UE), ONU, Itália e Catar, além de receber ajuda militar da Turquia, em violação do embargo de armas.

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