Defesa de Trump inicia argumentação em audiência
Advogado defendeu que presidente não fez nada errado e destacou que há um interesse da oposição de impedir que Trump concorra à reeleição
Internacional|Da EFE

O advogado da Casa Branca, Pat Cipollone, iniciou neste sábado (25) a defesa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no julgamento político do chefe de governo, que está acontecendo no Senado.
"Verão como o presidente não fez nada errado", disse, no início da argumentação.
Cipollone garantiu que o objetivo do Partido Democrata é "reverter" os resultados das eleições passadas, ao tentar o impeachment de Trump, com acusação de irregularidades na relação com a Ucrânia.
O advogado ainda destacou que há um interesse da oposição de impedir que o atual presidente concorra à reeleição, no fim deste ano.
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Julgamento de impeachment de Trump começa com conflito
O chefe da equipe de acusação no Senado, o deputado Adam Schiff, do Partido Democrata, encerrou ontem à noite a argumentação, que durou 24 horas, divididas em três sessões.
A sessão da defesa deste sábado será curta, com os advogados contratados por Trump rebatendo as acusações apresentadas. Além disso, defenderão que o Senado não deve votar pelo afastamento do presidente.
A previsão é que argumentação dos advogados do chefe de governo siga até a próxima terça-feira.
Apesar da expectativa gerada, o impeachment de Trump é um cenário pouco provável, já que os integrantes do Partido Republicado, que vêm se mostrando fiéis ao presidente, são maioria absoluta no Senado.
Para o afastamento, será necessário que dois terços da casa declarem o mandatário culpado.
O julgamento político de Trump gira em torno das acusações de abuso de poder e obstrução do Congresso, relacionadas com a pressão do presidente à Ucrânia, pela investigação por suposta corrupção, de um dos possíveis adversários no pleito deste ano, o ex-vice-presidente Joe Biden.
Segundo a oposição, Trump condicionou a entrega de quase US$ 400 milhões em ajuda ao país do Leste Europeu e também uma reunião com o presidente Vladimir Zelenski, ao anúncio de que Biden poderia ser investigado.














