Internacional Desaprovação ao presidente peruano atinge recorde de 58%

Desaprovação ao presidente peruano atinge recorde de 58%

Pedro Castillo se salvou de um processo de impeachment há poucos dias; Seu mandato vai até 2026

AFP
Pedro Castillo foi eleito presidente este ano no Peru

Pedro Castillo foi eleito presidente este ano no Peru

Carlos Mamani / AFP - 7.12.2021

A desaprovação ao presidente peruano, o esquerdista Pedro Castillo, subiu para 58% e alcançou um recorde após mais de quatro meses de gestão, segundo uma pesquisa divulgada neste domingo (12). 

A desaprovação a Castillo situou-se em 58%, enquanto a aprovação é de 36% e 6% evitaram avaliar sua gestão, informou a consulta mensal de opinião da Ipsos, divulgada pelo jornal El Comercio.

Castillo, cujo mandato termina em julho de 2026, registrou em novembro um percentual de 57% de desaprovação. Há poucos dias, ele se salvou de um processo de impeachment no Congresso.

Desde o início de seu governo, as pesquisa têm sido desfavoráveis ao presidente. Em outubro, ele tinha 48% de desaprovação; em setembro, 46%, e em agosto, 45%.

Castillo, de 52 anos, teve uma vitória apertada de 50,12% dos votos à frente do pequeno partido marxista-leninista em um disputado segundo turno com a direitista Keiko Fujimori.

Desde que venceu as eleições, ele tem sido assediado pela oposição. Mas também contam desacertos próprios e disputas na situação, o que levou à saída de uma dezena de ministros.

A rejeição a Castillo, um professor rural e sindicalista, é maior em Lima (74%), onde três em cada quatro consultados são contrários a ele. A capital peruana abriga um terço do eleitorado e as elites do país.

A pesquisa foi realizada com 1.206 pessoas maiores de idade entre 9 e 10 de dezembro em várias cidades do Peru.

Castillo, inexperiente em gestão pública e criticado por levar o país à incerteza econômica, salvou-se na terça-feira passada de um julgamento político de impeachment, depois que o Congresso indeferiu uma moção apresentada por três partidos de direita.

A moção de julgamento político foi a quinta contra um presidente peruano nos últimos quatro anos e lembrou pedidos similares que levaram à queda dos presidentes Pedro Pablo Kuczynski, em 2018, e Martín Vizcarra, em 2020.

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