Internacional Detetive admite ter espionado Meghan Markle para tabloide inglês

Detetive admite ter espionado Meghan Markle para tabloide inglês

Dan Hanks afirmou ter sido pago pelo The Sun para descobrir detalhes da vida da atriz no início do namoro com Harry

  • Internacional | Do R7

Harry e Meghan reclamaram do clima 'tóxico' com a mídia inglesa em entrevista

Harry e Meghan reclamaram do clima 'tóxico' com a mídia inglesa em entrevista

Reprodução

Um detetive particular de Los Angeles admitiu nesta quinta-feira (18) ter espionado a duquesa de Sussex, Meghan Markle, e sua família para o tabloide inglês The Sun em 2016, no início do namoro dela com o príncipe Harry. A revelação foi feita pelo portal Byline Investigates, que investiga escândalos na mídia britânica.

Leia também: Michelle Obama sobre entrevista de Meghan e Harry: 'Que haja perdão'

Segundo o portal, que enviou os documentos para serem checados pela BBC e o New York Times, o investigador Dan Hanks, que trabalhou durante décadas para o Sun e outros tabloides londrinos, foi contratado para descobrir detalhes sobre a vida particular da atriz, que participava da série Suits e na época da investigação gravava os capítulos em Toronto, no Canadá.

Diversos membros da família de Meghan, inclusive seu pai, Thomas Markle, o filho dele, Thomas Jr, e o ex-marido a atriz, foram investigados a partir das informações obtidas pelo detetive, As centenas de matérias e entrevistas com o pai e meio-irmãos levaram a duquesa a se afastar deles na época do casamento com Harry. Hanks divulgou um pedido de desculpas por meio do site.

"Peço desculpas a Meghan Markle e ao príncipe Harry por investigar sua família, especialmente seu pai, em nome do The Sun. Eu nunca quis prejudicar Meghan Markle e não teria feito o serviço se soubesse que causaria todos esses problemas. Também quero aproveitar a oportunidade para me desculpar com a rainha, porque agora percebo o mal que o meu trabalho para o The Sun causou para toda a família", disse ele.

Por meio de uma nota enviada à BBC, o casal disse que "sentimos que home é um momento importante de reflexão para a indústria da mídia e a sociedade como um todo, uma vez que essa investigação mostra que as práticas predatórias do passado continuam em atividade, causando danos irreversíveis para famílias e relacionamentos".

O dossiê

Hanks contou que entregou, em 30 de outubro de 2016, um dossiê de 90 páginas sobre Meghan e alguns parentes. No arquivo, constavam endereços residenciais, e-mails, registros de carros, números de telefone, informações de outros membros da família e amigos e, principalmente, o número do seguro social dela. Essa é uma informação confidencial, tanto nos EUA quanto no Reino Unido, e a divulgação é um crime.

A data, 30 de outubro, é significativa porque foi nesse dia que o primeiro boato sobre o namoro do príncipe com a atriz norte-americana foi publicado em outro tabloide, o Sunday Express. Logo, uma matéria sobre as diversas mensagens de texto que Harry teria mandado para ela antes do primeiro encontro, foi publicado pelo The Sun, o que levou a uma acusação de que o celular de um deles teria sido hackeado.

A péssima relação entre o casal e a imprensa britânica foi um dos motivos que os levou a rejeitar os títulos e funções e abandonar o convívio com a família real em 2019. Em uma entrevista recente para a apresentadora Oprah Winfrey, eles citaram um clima "tóxico" causado pela constante invasão dos tabloides em suas vidas e nas de suas famílias.

Hanks, que vendeu seus arquivos para o Byline, entregou recibos e e-mails que mostram a negociação, pagamento e entrega do dossiê sobre Meghan para o então chefe do escritório do Sun em Nova York, James Beal. O jornal divulgou uma nota, alegando que nunca pediu que o investigador usasse métodos ilegais e que nunca utilizou o seguro social de Meghan.

Os documentos mostram que o investigador ganhou pouco mais de 4 mil libras (cerca de R$ 31 mil) pelo serviço em 2016.

Últimas