Detido por ataques no Kansas é antigo líder do Ku Klux Klan, confirma polícia
Nas investigações, a polícia descobriu que Miller é o fundador do grupo
Internacional|Do R7

O homem detido no úlimo domingo (13), como suposto autor dos tiros que mataram três pessoas em dois ataques a centros judeus de Kansas City é um supremacista e antigo líder da Ku Klux Klan (KKK), confirmou nesta segunda-feira (14) a polícia americana.
Frazier Glenn Miller, um homem de 73 anos de Aurora, em Missouri, com um longo histórico de racismo e antissemitismo, foi detido pouco depois dos ataques, acusado de homicídio em primeiro grau e espera-se que hoje vá aos tribunais.
Miller, que quando foi detido utilizava o nome de Frazier Glenn Cross (tal como o tinham identificado alguns meios de imprensa), é acusado o assassinato de três pessoas.
O detido abriu fogo e matou uma criança de 14 anos e seu avô, de 69, em um centro comunitário judeu, onde havia cerca de 70 pessoas, em sua maioria crianças que se preparavam para participar de um concurso de dança.
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Em seguida, se dirigiu a um asilo de idosos para judeus, onde assassinou uma terceira pessoa, uma mulher, antes de ser detido e levado à prisão do condado de Johnson. Quando as autoridades policiais o levavam à prisão, o detido gritou "Heil Hitler!", segundo informaram fontes da polícia a meios de imprensa locais.
Após se descobrir sua identidade, o Southern Poverty Law Center (SPLC), uma organização que investiga grupos racistas, divulgou os antecedentes racistas e antissemitas de Miller. Veterano da Guerra do Vietnã, Miller fundou a organização paramilitar associada ao KKK "Carolina Knights" ("cavaleiros de Carolina"), da qual foi "Grande Dragão", um dos primeiros grupos a usar táticas paramilitares para intimidar negros nos Estados Unidos, segundo o SPLC.
Além disso, já esteve preso nos anos 80 por posse ilegal de armas e por conspirar para assassinar o fundador do SPLC. Em sua saída de prisão, Miller tratou em repetidas ocasiões de ser eleito para cargos públicos - em 2010 foi candidato ao Senado dos Estados Unidos - continuou vinculado a grupos racistas e colaborou e financiou diferentes publicações antissemitas que convocavam ao "extermínio de judeus".









