Internacional Diário da 2ª Guerra Mundial que revelaria localização de tesouro nazista é falso

Diário da 2ª Guerra Mundial que revelaria localização de tesouro nazista é falso

Especialistas acreditam que os papéis são uma falsificação polaco-alemã provavelmente produzida depois de 1982

Resumindo a Notícia

  • Diário da 2ª Guerra Mundial que revelaria a localização de um tesouro nazista é falso
  • No diário, estaria anotada localização de obras de arte saqueadas e objetos de valor
  • Registros com histórico de objetos escondidos foram escritos a lápis
  • Diário foi encontrado onde havia um antigo palácio na Polônia no ano passado
Diário da 2ª Guerra Mundial revelaria localização de um tesouro nazista escondido

Diário da 2ª Guerra Mundial revelaria localização de um tesouro nazista escondido

Reprodução Facebook/Gemo/Odkrywca via Daily Mail

Especialistas da organização Discover analisaram um diário da 2ª Guerra Mundial que revelaria a localização de um tesouro nazista escondido em um palácio do século 18 na Polônia concluíram que o item é uma "falsificação completa".

"O Diário de Guerra é uma falsificação polaco-alemã provavelmente produzida algum tempo depois de 1982", anunciou o grupo.

No diário, supostamente escrito por um oficial da SS – sigla utilizada para identificar a polícia nazista – estaria anotada a localização de obras de arte saqueadas e objetos de valor escondidos depois do fim da 2ª Guerra Mundial e foi adquirido por um grupo que se autodenomina Silesian Bridge Foundation.

O diário foi localizado onde havia um antigo palácio na vila polonesa de Minkowskie no ano passado. Suas páginas esconderiam um tesouro de 200 milhões de libras esterlinas (R$ 1,3 bilhão) em ouro escondido pelos nazistas.

Porém, após uma análise cuidadosa, historiadores da organização afirmaram ter encontrado "provas conclusivas" de que tudo era falso.

"Acontece que o diário é um livro de contabilidade da virada dos séculos 19 e 20 com quase 600 páginas, a grande maioria das quais em branco", disse Łukasz Orlicki, um dos membros da organização, à Agência de Imprensa Polonesa.

Após uma análise, historiadores afirmaram ter encontrado "provas conclusivas" de que tudo era falso

Após uma análise, historiadores afirmaram ter encontrado "provas conclusivas" de que tudo era falso

Reprodução Facebook/Gemo/Odkrywca via Daily Mail

Além disso, Orlicki conta que os registros contendo o histórico de valores escondidos e obras de arte cobrem apenas nove páginas e são escritos a lápis.

"À primeira vista parece ter vindo do período. O conteúdo contém informações sobre quatro esconderijos e pode ser dividido em uma parte narrativa contendo informações sobre eventos da região da Baixa Silésia e Opole no final da 2ª Guerra Mundial, e a parte do depósito, ou seja, descrições de onde os objetos de valor estão escondidos".

No entanto, os eventos contidos no diário foram copiados dos relatos de refugiados alemães que fugiram da Baixa Silésia em 1945.

“Eram relatos escritos depois da guerra, que estavam nos arquivos alemães. Depois de comparar o conteúdo, descobriu-se que alguém havia copiado palavra por palavra nos fragmentos de diário desses relatos que foram publicados na Alemanha várias décadas após a guerra", afirmou o historiador da Discover. 

Ele acrescentou: "Esta é uma das provas irrefutáveis de que o chamado diário foi escrito por uma pessoa desconhecida na década de 1970, no mínimo."

De acordo com a Silesian Bridge Foundation, eles receberam o diário de um homem que afirmava ser filho de um oficial da SS e representava uma loja maçônica formada por descendentes de oficiais nazistas em busca de expiação.

Segundo a lenda, o tesouro teria sido guardado na sede da polícia e embalado em caixotes antes de ser transportado sob a guarda da SS de Breslau, que é hoje a cidade polonesa de Wrocław. 

Acredita-se que o tesouro apelidado de 'Ouro de Breslau' teria joias e objetos de valor das coleções particulares de alemães ricos que viveram na região. Os objetos de valor teriam sido entregues para a SS com a inteção de protegê-los de serem saqueados pelo avanço do Exército Vermelho, forças armadas da extinta União Soviética. 

*Estagiária do R7, sob supervisão de Pablo Marques

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